Taxistas pedem diálogo e formalização urgente

Resumo: Taxistas e especialistas defendem diálogo permanente com o Estado, formalização do sector e maior participação nas decisões sobre paragens e condições de trabalho.
Pontos-chave
Em Luanda, taxistas e especialistas convergem num ponto: o sector precisa de formalização urgente e de diálogo contínuo com o Estado. A discussão ganhou força num workshop sobre o serviço de táxi, onde se destacou que a atividade sustenta a mobilidade de milhões de passageiros, mas continua marcada por informalidade, insegurança social e falta de reconhecimento institucional.
O economista Júlio Bessa alertou que grande parte dos operadores trabalha sem seguro, sem contribuição para a segurança social e sem proteção para o futuro. Depois de visitar 140 municípios, disse ter encontrado o transporte dominado por agentes informais. Para ele, a solução passa por integrar os profissionais no sistema, com apoio público e regras que não destruam o rendimento diário.
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Já os representantes da classe reclamam participação real nas decisões. António Freitas afirmou que mudanças de paragens, como a da Vila de Viana, foram impostas sem consulta às associações e cooperativas, gerando constrangimentos para motoristas e passageiros. Os taxistas defendem que qualquer criação ou transferência de pontos deve ser precedida de auscultação e coordenação com os operadores.
Além das paragens, os profissionais apontam outros entraves: falta de terminais organizados, atraso na emissão da carteira profissional e ausência de mecanismos eficazes de segurança social. O encontro serviu para reunir taxistas, mototaxistas e lotadores, identificar problemas práticos do dia a dia e apresentar propostas que tornem o serviço mais previsível, seguro e sustentável para quem depende dele.
A pressão por reformas surge num momento em que o sector de táxi é visto como peça central da mobilidade urbana e da economia informal. Economistas e líderes associativos defendem que a profissionalização só avançará com diálogo, regras claras e envolvimento direto dos operadores. Sem isso, alertam, persistirão conflitos, greves e serviços instáveis para a população.


