Teka Ntu entra no PADDA-AP e mira top-3 político

Resumo: Chumbada a ARDA, Teka Ntu entrou no PADDA-AP e promete reformular o partido para fazê-lo despontar como terceira força política em Angola.
Pontos-chave
Em 5 de maio de 2025, o fundador da extinta ARDA, Teka Ntu, anunciou a sua adesão ao Partido Aliança Democrática para o Desenvolvimento de Angola – Aliança Patriótica (PADDA-AP) depois de o Tribunal Constitucional ter indeferido o pedido de legalização da ARDA. Disse que a mudança resultou de “muita reflexão”, somada à admiração e estima pelo presidente Alexandre Sebastião André.
Perante o Club-K, Teka afirmou: “A minha integração deve merecer a atenção da sociedade civil, é tributo de mais um filho da pátria a assumir papel preponderante na arena nacional.” Realçou que a empatia de Sebastião André com o povo angolano o convenceu a unir-se, reforçando, de forma contínua, o compromisso de contribuir para o processo democrático e plural em Angola.
Com espírito pragmático e dinâmico, o novo dirigente traçou meta ambiciosa: elevar o PADDA-AP à terceira força política do país. Para isso, propõe reformular toda a máquina organizativa, ajustar-se às dinâmicas políticas actuais e recuperar a mística perdida junto do eleitorado. Confirmou intenção de concorrer autonomamente nas eleições gerais de 2027, apresentando o partido como alternativa consistente em todo o território.
Entre as primeiras estratégias em curso está reforçar comunicação e marketing político, aproximando a sigla dos cidadãos em todas as províncias. Ntu defende acção proactiva que contribua para a paz, reconciliação nacional e bem-estar social, usando mensagens claras e presença digital ampliada. A estrutura reorganizada deverá impulsionar mobilização de base e angariar novos quadros, sobretudo jovens e mulheres engajados, de forma sustentável.
Questionado sobre onde vive, Teka esclareceu que, embora a família resida na Alemanha, mantém residência permanente em Angola. Justifica a escolha com “compromisso com o povo angolano” e a necessidade de liderar as reformas presencialmente. A continuidade da actividade política local, diz, é vital para mostrar coerência entre discurso e prática e para consolidar credibilidade junto do eleitorado ao longo do processo.



