Timor-Leste convida investidores angolanos

Resumo: Timor-Leste reabriu representação em Luanda e convida empresários angolanos a investir, oferecendo facilidades institucionais e apostando na língua portuguesa como plataforma de cooperação económica.
Pontos-chave
O embaixador de Timor-Leste em Angola, Ivo Jorge Valente, afirmou que o país está de portas abertas para empresários angolanos, promovendo facilidades institucionais para atrair investimento. A reabertura da missão diplomática em Luanda, encerrada em 2019 e retomada em 2024, pretende aproximar decisores políticos e apoiar investidores interessados em participar na fase de construção e desenvolvimento do país.
Valente destacou a língua portuguesa como elemento identitário e ferramenta prática para estreitar laços entre Timor-Leste e Angola, facilitando a cooperação em organismos lusófonos. O convite ao setor privado angolano enfatiza oportunidades em infraestruturas, turismo, agricultura e pescas, setores com potencial para diversificar economias dependentes de petróleo e gás, segundo o diplomata em declarações à agência Lusa.
A presença diplomática permanente em Luanda, juntamente com a representação em Maputo, é vista como uma aposta estratégica para reforçar a relação histórica, política e cultural entre os dois Estados. A missão visa também proteger cidadãos timorenses e dinamizar acordos bilaterais, encaminhando investidores e promovendo contactos entre as instituições económicas e governamentais das duas capitais.
No plano económico, Timor-Leste procura beneficiar da experiência angolana no setor energético, mantendo como prioridade a diversificação económica. Setores como o café, pescas e turismo foram identificados como áreas promissoras para investimento conjunto; empresários angolanos já fizeram visitas exploratórias e avaliaram positivamente o ambiente local, segundo o embaixador, que incentiva deslocações de prospecção.
A reabertura da representação diplomática em 2024 insere-se numa estratégia mais ampla de aproximação ao continente africano e à lusofonia, reforçada por acordos assinados desde 2002 e pela visita presidencial de 2024. A diplomacia económica é apresentada como instrumento para consolidar parcerias, atraindo financiamento e know‑how que apoiem projetos de infraestrutura e capacitação institucional em Timor-Leste.


