Títulos da Dívida Pública: Até 300M US$ Captados

Resumo: Finanças emite até 300 milhões de dólares em títulos da dívida pública, com prazos de 5 e 8 anos (juros de 5% e 7%), reforçando transparência e apoio ao OGE 2025.
Pontos-chave
Em 07 de outubro de 2025, o Ministério das Finanças anunciou a emissão de Títulos da Dívida Pública no montante de até 300 milhões de dólares, ao câmbio de 911 kwanzas por dólar. A operação, integrada na venda de Obrigações de Tesouro em Moeda Estrangeira, prevê liquidação em kwanzas e visa reforçar a mobilização de recursos para o Orçamento Geral do Estado de 2025.
O economista José Lumbo destacou que, diante da desanimação das receitas do OGE, a abertura ao público da emissão representa um sinal de transparência e de gestão responsável do erário. Segundo ele, ao permitir que investidores internos participem, o governo assegura maior confiança no sistema financeiro e fortalece a sustentabilidade das finanças públicas, mesmo em cenários de restrição orçamental e incertezas económicas.
A emissão contempla duas séries de obrigações: a primeira com maturidade de cinco anos e uma taxa de juro de 5%, e a segunda com prazo de oito anos e taxa de 7%. Essa diversificação de prazos oferece opções para diferentes perfis de investimento, dá flexibilidade aos investidores internos e contribui para a consolidação da soberania financeira do país, ao depender menos de capitais externos para equilibrar o OGE.
A iniciativa integra-se na estratégia de captação de recursos para suprir necessidades de financiamento do OGE 2025, permitindo a prossecução dos objectivos económicos e sociais definidos no orçamento. A operação também reforça a participação do setor privado interno, estimula o mercado de capitais doméstico e contribui para criar condições de desenvolvimento sustentável. Com liquidação em kwanzas ao câmbio fixo, a operação reforça ainda a confiança na moeda nacional.
Analistas destacam que a operação traz maior fortaleza ao sistema financeiro angolano, potencializando a liquidez dos mercados domésticos e reduzindo a dependência de fontes externas. A iniciativa é vista como um passo estratégico para ampliar a base de investidores locais, fortalecer o setor bancário e promover estabilidade macroeconómica, criando fundamentos sólidos para o crescimento sustentável e a implementação eficiente das políticas públicas.



