Trabalhadores da Refinaria do Lobito rejeitam aumento salarial de 20% e mantêm greve em Benguela

Imagem: Novo Jornal
Resumo: Centenas de trabalhadores da obra da Refinaria do Lobito voltaram à greve depois de rejeitarem a contraproposta de aumento salarial de 20%, alegando salários baixos, más condições de trabalho e maus-tratos.
Pontos-chave
Centenas de trabalhadores do projecto da Refinaria do Lobito, em Benguela, rejeitaram a contraproposta patronal de aumento salarial de 20% e retomaram a greve, com protestos à porta da Sonaref. Os relatos coincidem em que a paralisação é motivada também por queixas sobre condições laborais, má alimentação e alegados maus-tratos.
[1] Novo Jornal[2] Ver AngolaSegundo trabalhadores citados pelas fontes, recebem actualmente cerca de 100 mil kwanzas e chegaram a pedir 600 mil, depois reduzidos para 400 mil nas negociações. Um dos grevistas afirmou que a luta já dura há quase três semanas e que o prazo dado para regressar ao trabalho expirou sem mudanças.
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A obra da refinaria está ainda em fase de execução e testes dos tanques, com avanço físico referido em cerca de 26% numa das reportagens. O projecto, da Sonangol e executado pela China National Chemical Engineering Company, é apresentado como destinado a processar 200 mil barris por dia, com arranque parcial previsto para 2027.
[1] Novo Jornal[2] Ver AngolaOs trabalhadores pedem intervenção da Inspecção-Geral do Trabalho e dizem querer uma avaliação do ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, mas não há, nas fontes consultadas, resposta pública da Sonangol ou indicação de solução imediata para o conflito.
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