Tumulto em Cazombo deixa feridos e tensão

Resumo: A tentativa de realizar exéquias do líder Lunda Ndembu Nkaka Chinunki Nkunda gerou tumultos em Cazombo. Polícia e UNITA trocam acusações sobre a intervenção e o número de feridos.
Pontos-chave
Em Cazombo, a tentativa de sepultar o regedor Nkaka Chinunki Nkunda, líder Lunda Ndembu, desencadeou tumultos nas primeiras horas de segunda-feira. A Polícia Nacional diz ter sido chamada para evitar o enterro à beira da estrada e garantir uma solução mais adequada, num contexto de sensibilidade étnica entre Luvales e Lunda Ndembu.
Segundo a corporação, cidadãos armados com pedras, zagaias e flechas cercaram os agentes quando estes tentavam sensibilizar a comissão fúnebre. A resposta policial terá recorrido apenas a meios não letais para dispersar o grupo. O comando provincial afirma que a ordem foi reposta e que a segurança pública está agora salvaguardada.
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A nota policial refere ainda dois feridos, de 33 e 31 anos, socorridos de imediato e encaminhados para assistência médica. Ao mesmo tempo, o governo provincial do Moxico Leste diz estar a dialogar com a família e autoridades tradicionais para criar condições para um funeral condigno do líder da etnia Lunda Ndembu.
Do lado político, a UNITA no Moxico Leste denuncia que as exéquias foram interrompidas pela Polícia Nacional e que houve uso de armas de fogo e gás lacrimogéneo. O partido exige assistência médica aos feridos, pede responsabilização dos agentes envolvidos e defende respeito pelas tradições e pela cultura local.
A formação opositora diz que a sua delegação de deputados foi ao Cazombo para prestar solidariedade à família e à Corte, rejeitando acusações de aproveitamento político. Já as alegações sobre disparos, perseguições e feridos carecem de confirmação independente. As autoridades e a UNITA apelam agora à calma e ao diálogo.


