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Resumo: A União Europeia aprovou um financiamento de 50 milhões de euros para o projecto AGRINVEST, visando reforçar cadeias agroalimentares e logística no Corredor do Lobito, com foco na capacitação, transformação e acesso ao financiamento para pequenos produtores.
Em 24 de março de 2026, em Luanda, foi assinado um acordo de 50 milhões de euros entre o Ministério do Planeamento e a União Europeia para o Projecto AGRINVEST. O pacto tem como objetivo central melhorar a competitividade das cadeias de valor agroalimentares no Corredor do Lobito, envolvendo múltiplos ministérios e governos provinciais numa parceria de seis anos.
O AGRINVEST vai priorizar a capacitação técnica e de gestão das organizações agrícolas, promovendo a adopção de modelos cooperativos e a celebração de contratos com empresas âncora. A meta é criar organizações mais resilientes e profissionalizadas, capazes de negociar melhor preços, implementar boas práticas agrícolas e garantir continuidade produtiva para abastecer mercados internos e externos.
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Um dos eixos fundamentais do projecto é o reforço das infra‑estruturas logísticas e da capacidade de transformação, incluindo armazenamento, transporte e sistemas de conservação. A redução de perdas pós‑colheita e a melhoria da qualidade dos produtos deverão aumentar a competitividade, facilitar o acesso a mercados e atrair investimentos privados no processamento e na agregação de valor.
O acordo prevê também mecanismos de facilitação de acesso ao financiamento para pequenos e médios produtores frequentemente excluídos do sistema financeiro formal. Instrumentos financeiros e garantias, aliados a assistência técnica, visam integrar estes produtores em cadeias formais, estimulando produção sustentável, inclusiva e alinhada com os pilares do Plano de Desenvolvimento Nacional 2023‑2027.
A implementação será feita em províncias-chave do Corredor do Lobito — Benguela, Huambo, Bié e Moxico — sob cooperação delegada com agências dos Estados‑membros da UE. , exigindo coordenação interministerial e participação local para garantir que investimentos em logística, formação e financiamento tenham impacto duradouro na segurança alimentar e nas oportunidades económicas regionais.
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