UE investe 43 milhões no Corredor do Lobito

Resumo: A UE investe 43 milhões no Corredor do Lobito, em Angola, para capacitar empresários locais e apoiar agricultura, energia e transporte.
Pontos-chave
Em 9 de outubro de 2025, a União Europeia revelou um investimento de 43 milhões de euros destinado ao Corredor do Lobito, em Angola. Esta iniciativa busca reforçar a infraestrutura logística que liga o Porto do Lobito às regiões da RDC e da Zâmbia, consolidando um eixo estratégico para o comércio regional. Segundo a Rádio Nacional de Angola, o apoio também inclui a capacitação de empresários locais.
Os fundos europeus serão direcionados a setores prioritários como agricultura, energias renováveis, transportes e digitalização, promovendo a diversificação da economia angolana. O programa prevê formação para empresários locais, aumento da produtividade e inovação em cadeias de valor. Segundo a embaixadora da UE em Angola, Rosário Bento, parte do apoio será canalizada pelo projeto Prospera, com foco em capacitação até o final do ano.
Esta ação conjunta entre a União Europeia e o Governo de Angola reforça a cooperação bilateral em áreas como governança institucional, luta contra a corrupção e desenvolvimento humano. A colaboração também prevê medidas para fortalecer instituições públicas, aperfeiçoar práticas de transparência e impulsionar a formação de capital humano, aspectos apontados como cruciais para garantir a sustentabilidade dos projetos ao longo do Corredor do Lobito.
O Corredor do Lobito atravessa províncias como Benguela, Huíla e Cuanza Sul, conectando o Porto do Lobito aos mercados da África Austral, e sua modernização é essencial para reduzir custos de transporte, diminuir prazos de entrega e estimular o comércio intra-regional; ainda, a digitalização de procedimentos aduaneiros reforça a eficiência ao longo de toda a rota como parte de uma estratégia de integração regional.
Espera-se que os projetos de capacitação e modernização iniciem já no último trimestre de 2025, com acompanhamento da UE e do governo angolano. Analistas prevêem que a ação combinada gere novos empregos, fortaleça pequenas e médias empresas locais e dinamize o tráfego de mercadorias, contribuindo para um crescimento económico mais sustentável e para o posicionamento de Angola como hub logístico regional.


