Uganda: Acusações de Boicote às Eleições

Resumo: Oposição em Uganda denuncia boicote deliberado do governo às eleições, com mesas de voto inoperantes e falta de materiais.
Pontos-chave
Em 15 de janeiro de 2026, a oposição em Uganda, liderada pela Plataforma de Unidade Nacional, acusou o governo de Yoweri Museveni de boicotar as eleições. A maioria das mesas de voto não estava a funcionar, levantando preocupações sobre a legitimidade do processo eleitoral.
Os relatos indicam que em várias áreas de Kampala, especialmente nas zonas suburbanas, as votações não começaram a tempo, enquanto em áreas favoráveis ao governo, as secções de voto estavam a operar normalmente. Essa discrepância gerou descontentamento entre os eleitores.
A falta de boletins de voto e problemas com as máquinas biométricas foram as queixas mais comuns. O secretário-geral da NUP, David Lewis Rubongoya, destacou que 99% das secções eleitorais não receberam o material necessário para a votação.
Yoweri Museveni, que está no poder desde 1986, busca um sétimo mandato, enfrentando forte oposição de Bobi Wine, um ex-músico que se tornou um símbolo da resistência. A situação política em Uganda é tensa, com temores de violência e repressão.
Analistas alertam que a insatisfação popular pode levar a uma erupção de protestos, especialmente considerando os abusos de poder e a impunidade que cercam o governo. A comunidade internacional observa atentamente os desenvolvimentos nas eleições ugandesas.


