Uganda corta internet e mobiliza tropas antes das eleições

Resumo: Uganda anuncia corte de internet e mobilização de tropas, levantando preocupações sobre a transparência eleitoral.
Pontos-chave
Em 14 de janeiro de 2026, as autoridades ugandesas decidiram cortar o acesso à internet por tempo indeterminado. Essa medida, que ocorre a um dia das eleições gerais, gera sérias preocupações sobre a transparência do processo eleitoral e o respeito às liberdades civis.
A Comissão de Comunicações do Uganda comunicou o bloqueio aos fornecedores de serviços de telecomunicações, alegando que a medida visa conter a disseminação de desinformação e prevenir fraudes eleitorais. No entanto, muitos questionam a legitimidade dessa justificativa.
Apesar da falta de um comunicado oficial do governo sobre o corte, a mobilização de tropas em várias áreas de Kampala foi confirmada. O porta-voz militar, Chris Magezi, afirmou que a presença militar é uma ação preventiva para evitar possíveis atos de violência.
Críticos alertam que o bloqueio das comunicações digitais e a presença militar podem limitar o acesso à informação, dificultando o trabalho da imprensa e da sociedade civil. Isso levanta questões sobre a integridade do processo eleitoral.
Analistas destacam que a combinação do corte de internet e a mobilização de tropas pode criar um ambiente hostil para os eleitores, comprometendo a liberdade e a segurança durante as eleições.


