UNITA apela ao perdão e preservação da paz

Resumo: UNITA e autoridades destacam o perdão, reconciliação e o papel da juventude na consolidação da paz em Angola; pedem igualdade de oportunidades e foco no desenvolvimento.
Pontos-chave
Em 04 de Abril, por ocasião do Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, a UNITA apelou ao perdão pelos passivos da guerra e ao reconhecimento equitativo dos artífices da independência. A declaração sublinha que a paz exige justiça e memória compartilhada, lembrando acordos históricos como Alvor, Bicesse e o Memorando do Luena como marcos para a reconciliação nacional.
O governo, representado pelo ministro de Estado Dionísio da Fonseca em Menongue, reforçou a mensagem de preservação da paz, valorização das conquistas e a necessidade de trabalho conjunto para o desenvolvimento. A juventude foi apresentada como guardiã do futuro, com ênfase na participação ativa nos processos de reconstrução social e económica, e no combate à intolerância política e exclusão.
Ambas as mensagens realçam que a paz permitiu grandes esforços de reconstrução: estradas, pontes, escolas e unidades sanitárias foram reabilitadas, transformando zonas de conflito em espaços de produção e convivência. O reforço de infraestruturas e projetos estruturantes, como habitação, campus universitário e extensão de redes, é citado como base para um desenvolvimento inclusivo e sustentável.
Os intervenientes apelam à igualdade de direitos e oportunidades, condenando prisões e exclusões por convicções políticas ou origem. A UNITA lembra o sacrifício de patriotas e presos políticos e pede reconhecimento justo; o Executivo destaca programas de reconstrução que visam integrar comunidades, promover emprego e fortalecer cooperativas e projetos agrícolas como pilares para estabilidade e crescimento.
Analistas e lideranças concordam que o avanço do país depende da reconciliação efetiva, do perdão coletivo e do empenho das novas gerações. Investimento público e privado, políticas sociais inclusivas e diálogo político são apontados como ferramentas essenciais para consolidar a paz e garantir bem-estar, desenvolvimento económico e união nacional em Angola.


