UNITA regressa ao Uíge para reunião-chave

Resumo: A UNITA voltou ao Uíge para uma reunião do Comité Permanente, após os incidentes de 8 de Agosto. O partido quer avaliar a conjuntura, a sua organização e o caminho para 2027.
Pontos-chave
A UNITA regressou ao Uíge para retomar a agenda interrompida pelos confrontos de 8 de Agosto, quando a intervenção policial deixou vários feridos. Adalberto Costa Júnior pediu serenidade na chegada e na saída, sublinhando que o partido quer concluir a jornada com respeito mútuo e sem novas tensões.
A deslocação marca a reunião ordinária do Comité Permanente, convocada para analisar a situação política, social e económica do país. Sob o lema de unidade e inclusão, os dirigentes querem reforçar a coesão interna, avaliar o trabalho dos últimos meses e afinar a preparação para as eleições gerais de 2027.
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O líder da UNITA insistiu que o regresso ao Uíge simboliza a defesa do Estado Democrático de Direito e da pluralidade partidária. Para o partido, Angola só se fortalece quando todas as forças políticas podem exercer livremente a sua actividade, sem intimidação, violência ou rejeição no espaço público.
Além da conjuntura nacional, a direcção partidária quer observar no terreno a realidade do Uíge, incluindo as estradas e as condições socioeconómicas da província. A escolha do local também procura aproximar os dirigentes das populações e ouvir as preocupações das bases, numa lógica de mobilização territorial.
Os incidentes de 8 de Agosto continuam no centro da disputa entre a UNITA e as autoridades policiais, com queixas-crime e acusações mútuas. Ainda assim, o partido diz estar focado no futuro e na construção de uma alternância de poder em 2027, apresentando-se como esperança de mudança para muitos angolanos.


