Vacinação na CPLP: avanços e recuos
Por TopAngola ·

Resumo:
Relatórios da OMS e Unicef mostram avanços em Cabo Verde e Brasil, mas alertam para retrocessos em Angola e Timor-Leste. Milhões de crianças seguem sem vacinas essenciais.
Pontos-chave:
Os dados da OMS e da Unicef para 2025 mostram uma fotografia desigual da vacinação na CPLP e no mundo. Cabo Verde mantém cobertura alta e estável, enquanto Angola e Timor-Leste surgem entre os casos mais preocupantes, com quedas na proteção infantil e números ainda muito distantes das metas internacionais.
Em Angola, a cobertura da primeira dose DTP1 fica em apenas 67%, deixando cerca de 454 mil crianças sem imunidade contra difteria, tétano e tosse convulsa. O país também figura entre os que têm menor cobertura da DTP3, refletindo falhas persistentes no reforço do esquema vacinal e na proteção completa.
A situação repete-se em outros membros da CPLP, ainda que com sinais mistos. Guiné-Bissau e Moçambique registam recuperação parcial, mas seguem abaixo do ideal em DTP3. Já São Tomé e Príncipe entra em declínio, e o Brasil melhora gradualmente, embora ainda tenha dezenas de milhares de crianças sem vacinas básicas.
No sarampo, os números voltam a expor fragilidades importantes. Moçambique aparece entre os países africanos com mais crianças não vacinadas, e Angola também surge com valores elevados. Em Timor-Leste, a cobertura caiu de 72% para 61%, agravando o abandono entre a primeira dose da DTP e a vacina contra o sarampo.
A OMS e a Unicef sublinham que a recuperação pós-pandemia ainda não chega a todos. A vacina do HPV avança em alguns países da CPLP, mas continua ausente na Guiné-Bissau. Catherine Russell defende que é preciso alcançar todas as crianças, sobretudo onde conflitos, pobreza e deslocações continuam a travar a imunização.
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