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Resumo: Acordo bilateral vai inaugurar, em Agosto, voos diretos entre Luanda e Abidjan, reforçando a cooperação na aviação civil e promovendo a integração económica e regional em África.
Em 24 de junho de 2025, em Luanda, os ministros dos Transportes de Angola e do Comércio e Indústria da Côte d’Ivoire assinaram um acordo bilateral de Serviços Aéreos que estabelece o quadro jurídico para a operação de voos directos. O acordo visa reforçar a cooperação no domínio da aviação civil, promover o intercâmbio económico e contribuir para o fortalecimento da integração regional em África.
Está previsto que os primeiros voos directos entre o Novo Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, em Luanda, e o Aeroporto Félix-Houphouët-Boigny, em Abidjan, entrem em operação a partir de Agosto. As autoridades aeronáuticas de ambos os países acordaram procedimentos técnicos para garantir a segurança, regularidade e qualidade dos serviços, contribuindo para uma mobilidade mais eficiente no âmbito da Agenda 2063 da União Africana.
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O ministro angolano, Ricardo D’Abreu, destacou que este acordo representa um passo concreto rumo à integração económica africana e valoriza o novo hub regional do Aeroporto de Luanda. Por sua vez, Souleymane Diarrassouba, do lado ivoirense, sublinhou o compromisso de Abidjan em fomentar o turismo, o investimento e as trocas comerciais, reforçando laços entre os dois Estados. Num gesto simbólico, ambos enfatizaram que a ligação aérea visa aproximar povos.
O acordo prevê a criação de rotas regulares que facilitarão o transporte de passageiros, o escoamento de mercadorias e o estímulo ao turismo entre Angola e a Côte d’Ivoire. Analistas apontam que a ligação directa poderá dinamizar investimentos , fortalecer cadeias de valor regionais e ampliar o acesso a novos mercados para empresas e operadores logísticos. Este impulso económico é alinhado com as metas de mobilidade da União Africana.
Espera-se que as companhias aéreas nacionais e internacionais explorem as rotas estabelecidas, contribuindo para a diversificação das operações da TAAG e de operadores terceiros. O acordo insere-se na Agenda 2063, promovida pela União Africana, que prioriza a conectividade intrarregional como fator de desenvolvimento sustentável e aumento da coesão entre os Estados membros. Além disso, prevê-se que a nova ligação aérea gere receitas e estimule parcerias aéreas e hoteleiras.
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