XI Fórum Seguros do Expansão debate em Luanda o papel dos seguros obrigatórios e do resseguro nacional

Imagem: Expansão
Resumo: O encontro do sector segurador abriu com apelos à expansão da cobertura, maior disciplina técnica e melhor uso de dados para aumentar a penetração dos seguros em Angola.
Pontos-chave
O XI Fórum Seguros do Expansão está a decorrer em Luanda, com a abertura oficial a cargo do secretário de Estado para os Assuntos Tributários, José Leiria. O programa junta reguladores, gestores e especialistas para discutir o papel dos seguros obrigatórios e da resseguradora nacional no crescimento do mercado, num momento em que o sector procura ganhar escala e confiança.
[3] ExpansãoNas intervenções de fundo, Jorge Jay Manuel, presidente da AIDA Angola, defendeu que o mercado não pode depender apenas dos grandes clientes corporativos e alertou que as seguradoras que recebem prémios têm obrigação de indemnizar com solidariedade e transparência. Já Henda Mondlane Silva, da AAAT, considerou que desconcentrar o mercado não é só redistribuir quota: exige mais capacidade, inovação, disciplina técnica e resseguro para sustentar a rentabilidade.
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A tecnologia também esteve no centro do debate. Frederico Fragoso, da EY Angola, disse que a principal barreira já não é tecnológica, mas a qualidade dos dados, e apontou a digitalização como via para aumentar a penetração dos seguros, hoje estimada em cerca de 4,1% da população. Referiu ainda que uma parte relevante das reclamações no primeiro trimestre de 2026 incidiu sobre seguros obrigatórios, o que reforça a pressão para acelerar a regularização de sinistros e encurtar prazos de pagamento.
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Fontes
"As seguradoras que recebem os prémios têm a obrigação de indemnizar com solidariedade e transparência"
"Desconcentrar o mercado segurador não é apenas redistribuir quota. É ampliar capacidade, inovação e disciplina técnica", defende Henda Mondlane Silva
Está a decorrer o XI Fórum Seguros do Expansão sobre o papel dos seguros obrigatórios e resseguro nacional
"O sucesso deste mercado não se medirá apenas em prémios. Medir-se-á em pessoas protegidas"
Tecnologia e dados são a chave para alavancar a penetração dos seguros em Angola



