Caxito - A directora do Gabinete Provincial da Acção Social, Família e Igualdade do Género do Bengo, Marcelina Matari, defendeu terça-feira, em Caxito, a ampliação das acções de apoio às populações vulneráveis, numa altura em que a província contabiliza 50 mil 629 agregados familiares em situação de vulnerabilidade social cadastrados.
Caxito - A directora do Gabinete Provincial da Acção Social, Família e Igualdade do Género do Bengo, Marcelina Matari, defendeu terça-feira, em Caxito, a ampliação das acções de apoio às populações vulneráveis, numa altura em que a província contabiliza 50 mil 629 agregados familiares em situação de vulnerabilidade social cadastrados.
Ao intervir no acto de apresentação pública das Transferências Sociais Monetárias (Kwenda 2), a responsável explicou que uma parte significativa da população do Bengo vive abaixo da linha da pobreza e enfrenta dificuldades decorrentes dos baixos rendimentos e da reduzida capacidade das famílias para responder aos problemas sociais e económicos.
Entre os grupos considerados mais vulneráveis estão crianças, mulheres, idosos, pessoas com deficiência, doentes crónicos, viúvas e pessoas com albinismo.
A responsável referiu que muitas famílias vivem nas zonas rurais e dependem, principalmente, da agricultura e do pequeno comércio para a sua subsistência.
Alertou para os riscos enfrentados pelas crianças, com destaque para a desnutrição, abandono escolar, trabalho infantil e dificuldades no acesso aos serviços de saúde e de atendimento à primeira infância.
As mulheres, continuou, enfrentam dificuldades específicas relacionadas com a saúde materna, violência doméstica, discriminação, exploração e sobrecarga das tarefas produtivas e familiares.
Marcelina Matari manifestou ainda preocupação com o aumento da toxicodependência entre adolescentes e jovens adultos, defendendo a implementação de acções de prevenção, reabilitação e reintegração social, de modo a evitar o agravamento da criminalidade juvenil.
Para melhorar as condições de vida das populações vulneráveis, a responsável defendeu o reforço das políticas sociais, sobretudo nos sectores da saúde, educação, formação profissional, actividades geradoras de rendimento e programas de apoio às famílias. FS/CJ/VIC




