Cubango - A Administração Municipal do Cuvango (Huíla) está, desde Agosto último, a intensificar as acções de sensibilização nas comunidades, para a protecção do ambiente, com realce para a flora, fauna e ecossistemas existentes.
Cubango - A Administração Municipal do Cuvango (Huíla) está, desde Agosto último, a intensificar as acções de sensibilização nas comunidades, para a protecção do ambiente, com realce para a flora, fauna e ecossistemas existentes.
Em declarações à ANGOP, este sábado, o director local do Ambiente no Cuvango, Nebamibsam Avelino, afirmou que o plano está a ser implementado de forma progressiva, em bairros e aldeias, com maior incidência nas comunidades localizadas junto às áreas de maior interesse ambiental, como rios, zonas de cultivo e espaços onde existe maior interacção entre as populações e os recursos naturais.
Disse que o plano abrange a protecção dos recursos hídricos, a prevenção da caça e captura ilegal de animais, o combate às queimadas antárticas e a gestão adequada dos resíduos sólidos e preservação dos habitats naturais, com o envolvimento da comunidade.
Antes do reforço em causa, frisou que as acções de sensibilização eram realizadas de forma pontual, sobretudo em efemérides ligadas ao ambiente, mas agora o trabalho está mais próximo das comunidades.
Manifestou que o reforço da sensibilização surge igualmente por conta dos ataques de jacaré que se verifica na sede municipal, pois só em 2025 registaram cinco, com vítimas humanas.
Segundo o director, a estratégia enquadra-se nas políticas da administração municipal, destinadas à conservação dos recursos naturais, para promover comunidades com maior consciência sobre a importância da preservação do património ambiental e da convivência responsável com as espécies selvagens.
Nebamibsam Avelino salientou que a participação dos munícipes é fundamental para a prevenção de situações que possam ameaçar a fauna e o equilíbrio dos ecossistemas, daí o reforço da educação e sensibilização ambiental.
Reconheceu a existência de pressões ambientais que podem comprometer a conservação dos recursos naturais, sobretudo quando se verificam práticas inadequadas.
Ressaltou que contam com cinco técnicos no trabalho de sensibilização, assim como outros 29 actores sociais formados na comunidade que se juntam a causa.
Apelou aos munícipes a denunciarem situações que possam colocar em risco a fauna, flora e os ecossistemas do município, para uma intervenção antecipada.
“As autoridades competentes estão em alerta para intervir em situações que envolvam animais silvestres, a protecção dos habitats naturais e a sensibilização da população para a necessidade de comunicar às autoridades qualquer ocorrência que possa ameaçar a fauna, a flora e o equilíbrio dos ecossistemas”, reforçou.
Para o responsável, a preservação da natureza deve ser assumida como uma responsabilidade colectiva, razão pela qual cada um tem o seu papel no processo. EM /ALH




