Ambientalista aponta falhas na consciência ambiental dos angolanos

A consciência ambiental dos angolanos ainda enfrenta desafios significativos, numa altura em que o país procura reforçar as acções de preservação do meio ambiente e promover práticas mais sustentáveis entre a população.
A avaliação é do ambientalista Rafael Lucas, que considera existir um défice de educação ambiental entre os cidadãos, factor que contribui para comportamentos prejudiciais ao ambiente, como o descarte inadequado de resíduos e a degradação de espaços públicos.
As declarações surgem durante a Semana do Ambiente, período dedicado à reflexão sobre os desafios ambientais que o país enfrenta e à promoção de hábitos mais responsáveis na relação com a natureza.
Segundo Rafael Lucas, apesar dos esforços de sensibilização realizados por instituições públicas e privadas, muitos cidadãos ainda não incorporaram práticas ambientais adequadas no seu quotidiano.
O especialista entende que a fraca consciência ambiental manifesta-se em situações recorrentes observadas em várias localidades do país, desde a deposição de lixo em locais impróprios até à falta de cuidados com espaços verdes e recursos naturais.
No entanto, o ambientalista sublinha que a responsabilidade não deve recair exclusivamente sobre os cidadãos. Para Rafael Lucas, as dificuldades também estão associadas a limitações nas políticas públicas e à insuficiência de infra-estruturas e serviços que facilitem a adopção de comportamentos ambientalmente responsáveis.
“Não basta sensibilizar a população. É igualmente necessário criar condições para que os cidadãos possam colocar em prática os conhecimentos adquiridos sobre a preservação do ambiente”, defende.
A questão ambiental tem vindo a ganhar destaque nos debates sobre o desenvolvimento sustentável em Angola, sobretudo perante os desafios relacionados com a gestão de resíduos, as alterações climáticas, a conservação da biodiversidade e a qualidade de vida nas zonas urbanas.
Especialistas defendem que a promoção de uma maior consciência ambiental deve envolver escolas, famílias, comunidades, organizações da sociedade civil e instituições do Estado, de forma a criar uma cultura de responsabilidade colectiva em relação ao ambiente.
Para Rafael Lucas, investir na educação ambiental continua a ser um dos caminhos mais eficazes para formar cidadãos conscientes e comprometidos com a protecção dos recursos naturais e com a construção de um futuro mais sustentável para o país.


