O ambientalista Vladimir Russo considera positiva a proibição da importação, produção e comercialização de vários produtos de plástico de utilização única, em vigor desde terça-feira.
Para o especialista, o alcance de resultados concretos depende, sobretudo, do reforço da consciencialização ambiental, em vez do recurso a punições mais severas.
“É preciso que esta fiscalização seja feita, nesta fase inicial, numa perspectiva de consciencialização, educação e não imediatamente na punição, para que as pessoas percebam o quão positiva é esta medida, e que possam, ao longo dos próximos meses, adoptar medidas mais positivas”, considerou.
Já o ambientalista Rafael Lucas prevê uma redução dos custos públicos com a limpeza, desobstrução de valas e manutenção dos sistemas de drenagem. O especialista defende, no entanto, alternativas de baixo custo e menor impacto ambiental, para evitar o aumento dos encargos para comerciantes e consumidores.
“Esta proibição dos plásticos de utilização única pode, digamos, reduzir os ustos públicos com a limpeza, as ruas, a desobstrução das valas, manutenção dos sistemas de drenagem e recolha de resíduos. Entretanto, se for aplicada sem alternativas acessíveis, pode, até certo porto, aumentar os custos para comerciantes e consumidores”, alertou o ambientalista.
Importa referir que Angola produz diariamente mais de quatro mil e 500 toneladas de resíduos plásticos, num universo superior a 19 mil toneladas de resíduos.




