Luanda — A taxa de alfabetização da população com mais de 15 anos em Angola passou de cerca de 64 por cento, em 2014, para 72 por cento, em 2024, revelou, esta sexta-feira, em Luanda, o director Nacional de Educação de Jovens e Adultos, Evaristo João Pedro.
Luanda — A taxa de alfabetização da população com mais de 15 anos em Angola passou de cerca de 64 por cento, em 2014, para 72 por cento, em 2024, revelou, esta sexta-feira, em Luanda, o director Nacional de Educação de Jovens e Adultos, Evaristo João Pedro.
De acordo com o responsável, a taxa representa um crescimento de aproximadamente oito pontos percentuais.
Evaristo João Pedro falava à margem da mesa-redonda subordinada ao tema “O Combate ao Analfabetismo - Prioridade Absoluta da OMA”, realizada no âmbito das jornadas alusivas ao Dia Internacional da Alfabetização, assinalado a 08 do corrente mês, e promovido pela Organização da Mulher Angolana (OMA).
Disse que, apesar da evolução registada, o país ainda enfrenta um desafio significativo, porque cerca de 27% da população com mais de 15 anos permanece na condição de analfabeta.
Segundo o responsável, os dados comparativos entre os Censos de 2014 e 2024 demonstram uma melhoria dos indicadores de alfabetização, mas o crescimento da população angolana faz com que a redução do analfabetismo continue a exigir uma intervenção mais abrangente.
“Independentemente desta evolução, o desafio continua grande, tendo em conta que o mesmo Censo revelou também o aumento da nossa população”, afirmou.
Informou ainda que cerca de 13 mil professores e alfabetizadores estiveram envolvidos no processo durante o ano lectivo 2025/2026.
Salientou que para garantir a continuidade das aulas o sector aposta na formação contínua de novos alfabetizadores.
“Por serem voluntários, à medida que forem desistindo alguns, nós temos que formar outros para que o processo não pare”, realçou.
O responsável explicou que existem diferentes iniciativas de apoio aos alfabetizadores, promovidas por instituições públicas e organizações parceiras.
Destacou alguns projectos do sector da Educação como o Projecto de Empoderamento da Rapariga e Aprendizagem para Todos, que possui uma componente dedicada à alfabetização e integra um número considerável de alfabetizadores voluntários.
Além desta iniciativa, acrescentou, existem programas desenvolvidos por igrejas e organizações como a OMA, através da Brigada de Alfabetização Olinda Rodrigues, com diferentes mecanismos de incentivo aos alfabetizadores.
Referiu que o objectivo não é apenas ensinar a ler e escrever, mas criar condições para que aqueles que não tiveram oportunidade de estudar na idade adequada possam prosseguir a formação até à 9.ª classe.
“Só é alfabetizado e só está livre deste fenómeno aquele que consegue ou tem a oportunidade de concluir a escolaridade mínima obrigatória”, afirmou.
A mesa-redonda serviu para analisar sobre os avanços e desafios da alfabetização em Angola, bem como reforçar a necessidade de uma participação colectiva na redução dos níveis de analfabetismo no país. MEL/ASS




