O Programa de MBA em Gestão em Saúde já formou 316 gestores do Sistema Nacional de Saúde e prepara a expansão da formação a todas as províncias do país, com o objectivo de reforçar as competências de liderança e administração das instituições sanitárias.
A informação foi avançada, nesta Segunda-feira, 26 de Outubro, pelo secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto de Sousa, em representação da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, durante a cerimónia de outorga de diplomas, realizada nas instalações da Academia BAI, em Luanda.
Na ocasião, o governante reafirmou o compromisso do Ministério da Saúde com a qualificação dos quadros e defendeu a necessidade de avaliar os resultados da formação no funcionamento das unidades sanitárias, para garantir que os conhecimentos adquiridos se traduzam em melhorias concretas na prestação dos serviços.
Dos 316 gestores diplomados, 284 correspondem às edições abrangidas pelo balanço apresentado, enquanto os restantes 32 são provenientes da primeira edição. Entre os beneficiários estão directores nacionais, provinciais e municipais da Saúde, responsáveis hospitalares, chefes de departamento e gestores de unidades sanitárias de cuidados primários.
No âmbito da expansão do programa, o Ministério da Saúde iniciou, a 24 de Outubro, uma nova edição dirigida a 250 gestores de diferentes províncias, numa iniciativa que visa alargar a formação a todo o território nacional.
O programa desenvolve competências nas áreas de liderança, planeamento, organização e avaliação de desempenho, com vista a preparar os participantes para uma gestão transparente e eficiente dos recursos públicos, tendo em atenção a qualidade e a humanização dos cuidados de saúde.
Por sua vez, a presidente do Conselho de Administração da Academia BAI, Noelma Viegas D’Abreu, defendeu que o sucesso da formação deve ser avaliado pelas mudanças promovidas pelos diplomados nas instituições onde trabalham, e não apenas pelos conhecimentos adquiridos.
“O verdadeiro valor da formação não se mede apenas pelo conhecimento adquirido, mede-se pela capacidade de transformar em melhores decisões, melhores instituições e melhores respostas para as pessoas”, afirmou.
Estiveram igualmente presentes o gestor e coordenador do PFRHS, Job Monteiro, a decana da Faculdade de Medicina, Fernanda Dias dos Santos Monteiro, a presidente do ISAF, Carla Queiroz, além de directores nacionais e responsáveis de institutos tutelados pelo Ministério da Saúde.




