O Ministério da Saúde registou, nas últimas 24 horas, 12 novos casos de Mpox, elevando o número total de infecções acumuladas para 769 desde o início do surto. De acordo com os dados mais recentes, as autoridades sanitárias não reportaram qualquer óbito no último dia, mantendo-se o registo cumulativo de duas mortes associadas à doença no país.
Os novos casos diagnosticados distribuem-se maioritariamente pela província de Cabinda, que notificou sete novas infecções. O município do Icolo e Bengo registou dois casos, enquanto as províncias da Huíla, Luanda e Uíge reportaram um caso cada. Estes dados demonstram que a transmissão do vírus continua activa em várias regiões do território nacional, exigindo um reforço das acções de prevenção.
Actualmente, o país conta com 102 casos activos da doença. A província de Cabinda lidera com 35 pacientes em tratamento, seguida por Luanda com 25 casos e pelo Moxico Leste com 19 infectados. A província da Lunda Sul regista sete casos activos, o Icolo e Bengo tem esse número fixado em cinco, ao passo que as províncias do Bengo, Cuanza Sul, Moxico e Uíge apresentam dois casos cada. As províncias da Huíla, Namibe e Zaire contam com apenas um caso activo cada uma.
Altas hospitalares e dados demográficos
No que diz respeito às recuperações, as autoridades de saúde anunciaram que 18 pacientes receberam alta hospitalar. Deste grupo, 17 recuperações ocorreram na província de Cabinda e uma no Icolo e Bengo, um indicador positivo que reflecte os esforços das equipas médicas locais no acompanhamento dos doentes.
Desde o início da epidemia, que persiste desde o final de 2024, Angola já contabilizou 769 casos positivos de Mpox. Do total de infectados, 403 pertencem ao sexo feminino, o correspondente a 52 por cento, e 366 são do sexo masculino, representando 48 por cento. Os dois únicos óbitos registados desde o começo do surto envolveram cidadãos de 28 e 45 anos de idade, sendo um do sexo masculino e outro do sexo feminino.
Vigilância de contactos e recomendações
As autoridades sanitárias mantêm sob estreita vigilância epidemiológica um total de 535 contactos que estão a ser acompanhados pelas equipas de saúde. O seguimento rigoroso destas pessoas é apontado pelos especialistas como uma acção fundamental para cortar as cadeias de transmissão e controlar a propagação do vírus nas comunidades mais afectadas.
A análise da situação epidemiológica nacional indica a necessidade contínua de monitorização e intervenção rápida, sobretudo nas regiões com maior concentração de caso activos. Embora a ausência de novos óbitos e o número de altas hospitalares sejam sinais encorajadores, a detecção contínua de novas infecções serve de alerta para a importância de se manterem as medidas de higiene e a vigilância activa em todo o país.




