Talatona – O número de novos casos de cancro da mama registados pelo Instituto Angolano de Controlo do Cancro (IACC) subiu de 444 em 2023, para 548 no ano de 2025.
Talatona – O número de novos casos de cancro da mama registados pelo Instituto Angolano de Controlo do Cancro (IACC) subiu de 444 em 2023, para 548 no ano de 2025.
Os dados foram avançados este sábado, em Luanda, pelo secretário de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Inocêncio, salientando que houve um aumento de 104 casos.
O secretário de Estado falava à margem do encontro denominado “Cancro da Mama: O Futuro da Detecção Precoce”, promovido pela Soluções Médicas Inteligentes (SMI), no âmbito do Outubro Rosa.
Segundo o governante, só no primeiro semestre deste ano, o IACC já diagnosticou 259 novos casos.
“Por detrás de cada número está uma mulher, mãe, filha, irmã, profissional, naturalmente, está uma família que enfrenta incertezas”, afirmou.
O secretário de Estado disse que os números reforçam a urgência de apostar na prevenção e no diagnóstico precoce, lembrando que “o cancro não deve ser uma sentença de morte” e que a identificação atempada aumenta as possibilidades de um tratamento eficaz.
Apelou às mulheres para estarem atentas a sinais como nódulos, alterações na forma ou no tamanho da mama, mudanças na pele ou no mamilo e secreções anormais, recomendando que procurem, com urgência, as unidades sanitárias perante qualquer destes sinais.
Referiu que o Executivo prevê responder a estes desafios através do Plano Estratégico Multissectorial 2025-2030 para as Doenças Não Transmissíveis e de um programa de formação de 38 mil profissionais de saúde, com reforço nas áreas de oncologia, cirurgia, imagiologia e anatomia patológica.
Considerou ainda que as novas tecnologias de diagnóstico devem chegar a todas as mulheres, independentemente da sua condição económica ou localização geográfica.
Na ocasião, o director-geral da Soluções Médicas Inteligentes (SMI), Augusto Delgado, apresentou uma solução de rastreio do cancro da mama baseada numa máquina térmica portátil ligada à inteligência artificial, que permite levar o rastreio até às comunidades.
Segundo explicou, trata-se de uma máquina de pequenas dimensões e de fácil manuseamento, que capta cinco imagens térmicas da mama.
“Capta imagens e elas vão para uma base de dados na nuvem, com inteligência artificial, que analisa e apresenta o relatório imediatamente”, disse.
Para o responsável, a grande vantagem da tecnologia é inverter a lógica tradicional do rastreio, permitindo chegar às mulheres em qualquer lugar, sem necessidade de uma abordagem presencial convencional.
Augusto Delgado considera que a tecnologia é ideal para rastreios em massa, realizados em eventos de um dia, com foco nas mulheres dos 25 aos 50 anos.
Afirmou que a tecnologia já está presente em 22 países, incluindo países da Europa, os Estados Unidos e o Canadá, onde é utilizada na medicina preventiva.
Em Angola, a SMI está presente há mais de três meses, tendo já estabelecido uma aliança estratégica com a Liga Angolana Contra o Cancro.
A empresa passou pelo Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha Pedalé, na área de Oncologia, e pelo Instituto Angolano de Controlo do Cancro.
O objectivo é expandir a solução por todo o território nacional, chegando a todas as regiões de Angola para contribuir na melhoria da saúde da mulher no país.DOC/GIZ/ASS




