Angola tem mais obras paradas do que em construção, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes ao segundo trimestre de 2026.
De acordo com o Inquérito de Acompanhamento dos Edifícios em Construção, divulgado pelo INE a 10 de Setembro, foram visitadas 5.691 obras entre Abril e Junho. Deste total, 4.450 estavam paralisadas, enquanto apenas 1.241 continuavam em construção.
Os números mostram uma diferença de 3.209 obras entre os dois grupos. Ou seja, para cada obra que estava a avançar, havia mais de três obras paradas entre as unidades visitadas pelo INE.
Em termos percentuais, as obras paralisadas representam cerca de 78% do total visitado, enquanto as que estavam em construção correspondem a aproximadamente 22%.
O levantamento mostra ainda que foram visitadas menos 441 obras no segundo trimestre em comparação com os primeiros três meses do ano, uma redução de 7,19%.
Entre as obras que continuavam em construção, Luanda concentrava a maior parcela, com 30,86%, seguida pelo Huambo, com 12,33%, Namibe, com 9,91%, Cuanza Sul, com 9,27%, Icolo e Bengo, com 6,53%, e Bié, com 5,64%.
As restantes províncias apresentaram percentagens inferiores a 5% na distribuição das obras que permaneciam em construção.
Os dados do INE dão assim conta de um cenário em que o número de obras paralisadas é mais de três vezes superior ao das obras que continuavam a ser executadas no período analisado.




