O Ano Académico 2026/2027 no ensino superior é aberto oficialmente hoje, na cidade do Huambo, com o foco do Executivo direccionado para a melhoria da qualificação pedagógica do corpo docente.
A medida surge como uma das grandes prioridades para elevar o padrão da formação académica e da investigação científica no país.
A informação foi avançada ontem pelo secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio da Silva, durante uma conferência de imprensa realizada no Centro de Formação de Jornalistas (Cefojor).
O espaço acolhe hoje a cerimónia de abertura oficial, que será orientada pelo ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca.
Na sua intervenção, Eugénio da Silva explicou que o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação vai continuar a implementar programas de capacitação docente e de formação pós-graduada, recorrendo à atribuição de bolsas de estudo internas e no estrangeiro.
Actualmente, o subsistema de ensino superior conta com 12.340 professores, dos quais 52% possuem formação pós-graduada e 18% detêm o grau de doutor.
Qualificação
A estratégia para os próximos anos, acrescentou, passa por elevar progressivamente o nível de qualificação académica dos docentes, sem descurar a formação pedagógica.
Segundo o secretário de Estado, o grau académico do corpo docente é um dos indicadores mais importantes para aferir a qualidade das instituições de ensino superior, sobretudo nas vertentes da docência e da investigação científica.
“As instituições privadas também terão de implementar os seus planos de formação docente. Algumas já o estão a fazer para reduzir a percentagem de licenciados nas suas faculdades e melhorar o seu perfil, do qual depende, em grande medida, a qualidade do ensino, da investigação e do serviço educativo”, afirmou o secretário de Estado.
Mercado de trabalho
Eugénio da Silva apontou, também, a revisão e harmonização curricular como outro eixo de intervenção do Ministério, com o objectivo de assegurar que os cursos tenham conteúdos actualizados e estejam alinhados com as necessidades da economia e do mercado de trabalho.
O processo de revisão curricular em curso no país fica concluído em finais de 2027, afirmou o secretário de Estado para o Ensino Superior, que considerou importante que se ajuste o perfil dos diplomados às exigências do mercado de trabalho, por meio do aperfeiçoamento dos mecanismos de gestão institucional, académica, pedagógica, administrativa, da investigação e da docência.
Neste âmbito, informou que está em curso um programa de capacitação dos gestores das instituições de ensino superior, acompanhado de medidas para melhorar a regulação do subsistema, incluindo a aprovação dos Planos de Desenvolvimento Institucional.
A avaliação da qualidade, ressaltou, constitui outro eixo de intervenção, através da acreditação dos cursos, bem como da análise do desempenho das próprias instituições.O objectivo, explicou, é identificar pontos fortes e fragilidades e, a partir dos resultados, definir planos de melhoria que permitam às instituições alcançar níveis mais elevados de qualidade.
Instituições públicas têm disponíveis 290 mil vagas
As instituições do ensino superior em funcionamento no país têm disponíveis para o ano académico 2026/2027 290 mil vagas.
O secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio da Silva, explicou que as vagas estão distribuídas por 106 instituições e asseguradas por 12.340 docentes.
A rede nacional é constituída, actualmente, por 22 universidades, 76 institutos superiores politécnicos e sete escolas superiores técnicas, disse.
Até ao momento, referiu, foram avaliados mais de 900 cursos em todo o país, dos quais mais de 55 por cento já foram acreditados.
Cursos
Entre os cursos com maior procura por parte dos estudantes, Eugénio da Silva destacou Direito, Enfermagem, Informática, Gestão de Recursos Humanos e Economia.
O Ministério de tutela pretende, igualmente, aumentar a oferta formativa nas áreas das Ciências Técnicas, Medicina e Tecnologias da Saúde, Ciências Agrárias e Ciências Biológicas, de modo a responder às necessidades de desenvolvimento do país.




