A antena de Internet do AngoSat, instalada no município do Bula Atumba, província do Bengo, volta a funcionar, depois de ficar paralisada por um longo período.
A activação do serviço decorre no âmbito de uma acção do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPN), afecto ao Ministério de Telecomunicações,Tecnologia de Informação e Comunicação Social.
A reactivação da infra-estrutura resulta da intervenção técnica realizada pela equipa do Programa Nacional de Educação Espacial, que procedeu ao diagnóstico das condições existentes e à migração da tecnologia da banda C para a banda KU, com vista a garantir o funcionamento do serviço de Internet, reforçar a conectividade e promover a inclusão digital na região.
O coordenador nacional do Programa Nacional de Educação Espacial, afecto ao GGPN, Lumonansoni Eduardo André, explicou que a recuperação da antena constituiu uma das principais razões da presença da equipa no Bengo.
Segundo o responsável, a intervenção enquadra-se num conjunto de iniciativas destinadas a aproximar as tecnologias espaciais das comunidades e das instituições de ensino.
Além da recuperação da antena, a equipa trabalha com escolas para introduzir aplicações de observação da Terra, com potencial de utilização em áreas como agricultura de precisão, planeamento urbano e monitoramento do ambiente.
“É um processo que se cinge na inclusão digital”, sublinhou Lumonansoni Eduardo André, acrescentando que o objectivo é garantir maior acesso às tecnologias de informação e comunicação e reduzir as desigualdades no acesso à informação, educação e oportunidades.
Impacto no ensino
O director do Instituto Politécnico de Administração e Gestão, Isaque Capemba, destacou os benefícios da reactivação da conectividade para a comunidade escolar, considerando que a Internet e os equipamentos informáticos vão permitir o reforço da componente prática do ensino.
Com a entrada em funcionamento da sala, equipada com mais de 35 computadores, o director acredita que o processo de ensino-aprendizagem terá uma nova dinâmica, permitindo aos estudantes conjugar a teoria com a prática.
Com a instalação do serviço, cerca de 2.300 estudantes poderão beneficiar directamente do acesso às novas ferramentas digitais e às aplicações ligadas à tecnologia espacial.
O director considerou, igualmente, que a utilização prática das tecnologias espaciais poderá despertar maior interesse dos estudantes pela investigação. “Vai fazer com que os nossos estudantes tenham mais interesse e comecem a despertar para a investigação e a aprofundar os conhecimentos sobre a gestão espacial”, afirmou.




