O antigo guerrilheiro António Camisa Samutente, conhecido por "Camisa", natural do Alto Zambeze, província do Moxico-Leste, destacou, terça-feira, os ganhos notáveis em vários sectores na província do Moxico, com a conquista da Independência Nacional e da paz definitiva no país.
O antigo militar, entrevistado pelo Jornal de Angola, por ocasião da celebração do 51.º aniversário da Independência Nacional, que o país assinala a 11 de Novembro do ano em curso, cujo acto central acontece na provia do Moxico, disse que existe diferença entre o passado e o presente, em termos de desenvolvimento.
“Hoje, é visível, as acções do Governo na província do Moxico. No tempo colonial, que era Vila Luso, era diferente. Hoje, é Luena, e está a desenvolver-se. Naquele tempo, acarretávamos água no rio Luena, hoje, temos água, energia, estradas, hospitais, escolas e muitas infra-estruturas”, explicou.
O mais velho “Camisa”, que entrou para o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) em 1967, no Alto Zambeze, contou que a província do Moxico vive bons momentos. “Hoje, a realidade é diferente. Temos serviços públicos disponíveis para toda população sem motivos de queixa, fruto de grande trabalho que o "Neto" deixou, seguido pelos presidentes José Eduardo dos Santos e João Lourenço”, disse.
O antigo combatente disse que lutou ao lado saudoso Presidente Agostinho Neto, com quem andou na Tanzânia e na Zâmbia.
“No maquis, a luta era feita com poucos meios. Não havia nada de comer. Não havia material suficiente. O armamento era só AK, e PP não havia morteiro. Na guerrilha não havia patentes e éramos todos camaradas. Só em 1974 que fui nomeado chefe do primeiro pelotão militar.




