Barra do Dande - Vinte e seis mil 474 casos de malária foram registados no 1º semestre deste ano no município da Barra do Dande, província do Bengo, um aumento de 11 mil 493 ocorrências em relação ao período homólogo.
Barra do Dande - Vinte e seis mil 474 casos de malária foram registados no 1º semestre deste ano no município da Barra do Dande, província do Bengo, um aumento de 11 mil 493 ocorrências em relação ao período homólogo.
Em declarações à imprensa hoje, segunda-feira, a directora municipal da Saúde, Francisca Joaquim, explicou que no período em referência o sector registou 15 óbitos, mais um em relação ao 1º semestre de 2025.
Disse que a malária continua a ser a doença mais frequente no município da Barra do Dande, seguida da schistosomíase e das doenças diarreicas agudas, sobretudo em crianças menores de cinco anos, sem no entanto, avançar as estatísticas.
De acordo com Francisca Joaquim, as características geográficas do município, marcado pela existência de rios e lagoas, contribuem para a prevalência destas doenças.
Assegurou a disponibilidade dos medicamentos essenciais nas unidades sanitárias, com os depósitos da Direcção Municipal da Saúde e do Hospital Geral actualmente abastecidos e reconheceu que podem ocorrer faltas pontuais de fármacos destinados a determinadas especialidades médicas.
Revelou que a Direcção Municipal da Saúde da Barra do Dande está a reabilitar duas unidades sanitárias e prevê intervir, nos próximos meses, num terceiro posto de saúde, no âmbito das acções de melhoria da assistência médica e medicamentosa às populações.
A rede de saúde do município é composta por 11 unidades sanitárias, com 171 camas, entre os quais o Hospital Geral da Barra do Dande, que é uma unidade de referência de nível secundário, para onde são encaminhados os pacientes que necessitam de cuidados especializados.
Para o atendimento, o sector conta com apenas 297 profissionais, dos 489 previstos, situação que considera um dos principais constrangimentos para o normal funcionamento do sector.
Com vista a minimizar a insuficiência de pessoal, o município tem trabalhado com agentes comunitários de saúde, que prestam apoio às comunidades.
Entre os desafios, apontou igualmente a baixa cobertura sanitária, devido à existência de zonas de difícil acesso, e a necessidade de melhorar o sistema de referência e contra-referência, que ainda não funciona de forma efectiva no município.FS/CJ/DP




