As autoridades angolanas e sul-africanas iniciaram, segunda-feira, na província do Bengo, o processo de exumação das ossadas de soldados sul-africanos que morreram durante os conflitos armados em Angola, com vista à sua repatriação e entrega às respectivas famílias.
Os trabalhos tiveram início no passado dia 7 de Outubro, na província de Luanda, onde já foram exumados 25 corpos em diferentes cemitérios da capital.
No Bengo, a operação começou em Caxito, nas imediações do Vale do Paraíso, onde foi exumado um corpo.
Segundo o embaixador da África do Sul em Angola, após a intervenção em Caxito, os trabalhos deverão prosseguir nos municípios do Pire e do Kibaxe, bem como noutras localidades onde se presume existirem restos mortais de cidadãos sul-africanos.
O diplomata que falava à imprensa, explicou que o processo está a ser conduzido por uma equipa que trabalha em coordenação com as autoridades angolanas, com o objectivo de localizar, exumar e preparar os restos mortais para o seu regresso à África do Sul.
Por sua vez, a governadora da província do Bengo, Maria Nelumba, garantiu o apoio das autoridades locais ao processo, que conta com uma equipa multissectorial, incluindo autoridades tradicionais, na identificação dos locais de sepultamento.
A governadora sublinhou que se trata de um trabalho de continuidade, que exige a colaboração entre as diferentes instituições envolvidas, de modo a facilitar a localização das sepulturas e a realização das exumações.
No âmbito dos trabalhos, foram, igualmente, analisados os relatórios de progresso, os principais desafios e as intervenções necessárias, bem como o apoio a prestar pela Embaixada da África do Sul e pelas autoridades angolanas.
Concluído o processo, os restos mortais deverão ser transladados para a África do Sul, onde serão entregues às respectivas famílias.




