Cuito - A província do Bié registou, de Janeiro à presente data, 14 mortes por suicídio, informou hoje o director adjunto do Serviço de Investigação Criminal (SIC), intendente de investigação criminal Adilson Pereira Luna.
Cuito - A província do Bié registou, de Janeiro à presente data, 14 mortes por suicídio, informou hoje o director adjunto do Serviço de Investigação Criminal (SIC), intendente de investigação criminal Adilson Pereira Luna.
O responsável do SIC falava no Cuito, durante o workshop sobre o Dia Mundial da Consciencialização sobre o Suicídio, assinalado nesta quinta-feira, 10 de Setembro.
Apesar de o ano ainda não ter terminado, Adilson Pereira Luna disse que os casos de suicídio, por várias formas, continuam a preocupar as autoridades locais.
Referiu que, em 2025, esta região do Centro do país já havia notificado 34 suicídios.
Em seis anos, adiantou, contabilizam-se 188 mortes, maioritariamente de pessoas dos 12 aos 45 anos de idade.
Adilson Pereira Luna destacou a necessidade de as autoridades locais buscarem novas parcerias com as igrejas e outras associações com vista a desenvolverem acções concretas para desencorajar a prática e reduzir ou mesmo acabar com este fenómeno na circunscrição.
Já o psicólogo Joaquim Manuel referiu serem várias as causas do suicídio, com destaque para os problemas sociais, económicos, de saúde mental e outros vícios.
O especialista apontou a falta de acompanhamento psicológico, dívidas excessivas, decepções amorosas, violência doméstica, álcool, drogas, depressão não tratada, assim como o desemprego, como factores para os casos de suicídio.
Na ocasião, a vice-governadora para a Área Política, Social e Económica do Bié, Alcida de Jesus Camateli Sandumbo, solicitou o envolvimento das famílias no combate a este fenómeno que considerou silencioso.
Alcida Sandumbo disse que é dentro da família onde está a origem destes casos, por isso exortou os pais e encarregados de educação a prestarem mais atenção aos sinais e comportamentos dos filhos e não só.
Apesar disso, destacou o papel do governo na materialização de programas de incentivo ao jovem, um factor crucial para a estabilidade financeira das famílias, e na criação de políticas de proteção aos cidadãos mais vulneráveis.
Durante o certame, encerrado hoje, os participantes debateram aspectos ligados à saúde mental e à prevenção do suicídio, o impacto deste fenómeno nas famílias e na comunidade, e o papel da igreja no seu combate.
Participaram no evento membros do governo provincial, entidades religiosas e representantes da sociedade civil." LB/PLB




