Até 2027, a província de Cabinda vai contar com 30 mil novas ligações domiciliares de água potável nos municípios e localidades de Cabinda, Ngoio e Liambo. O anúncio foi feito na última sexta-feira pelo secretário provincial da Energia e Águas, Rafael Paca, no âmbito do programa de expansão da rede de distribuição e melhoria do abastecimento às populações.
Em declarações aos jornalistas à saída da VIII Sessão Ordinária do Conselho da Província — orientada pela governadora provincial, Suzana de Abreu —, o secretário explicou que o plano estratégico contempla a construção de uma linha de transporte com cerca de 500 quilómetros. Além disso, serão instalados contadores pré-pagos para aumentar a eficiência na distribuição e optimizar o controlo de consumo.
Paralelamente a estas ligações, existem outros projectos em curso na região. Entre os destaques estão a construção dos novos sistemas de abastecimento de água do Papel e de Panga-Mongo (em Necuto), bem como a reabilitação da rede de captação na aldeia de Conde Malonda, localizada no município de Belize.
Actualmente, a província dispõe de 84 sistemas de abastecimento funcionais, que totalizam uma capacidade instalada de 81.396 metros cúbicos por dia, dos quais 77.000 são efectivamente disponibilizados à rede pública.
A principal infra-estrutura da região é a Estação de Tratamento de Água (ETA) de Sassa Zau, que possui uma capacidade de produção de 2.160 metros cúbicos por hora e serve como a espinha dorsal do fornecimento para as localidades de Cabinda, Ngoio, Liambo, Tando-Zinze e Cacongo.
Esta capacidade instalada beneficia directamente cerca de 700 mil cidadãos. O alcan-ce representa a cobertura de grande parte da população da província de Cabinda, que contabiliza um total de 903.370 habitantes, de acordo com os resultados definitivos do Censo Geral da População realizado em 2024.




