A ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho, defendeu, hoje, a necessidade de completar o ciclo de gestão da água, desde o tratamento e distribuição até à recolha e tratamento das águas residuais, para evitar a contaminação dos recursos hídricos e permitir a sua devolução ao meio ambiente em condições adequadas.
Ao intervir num painel dedicado à governação da água, a governante sublinhou que a gestão deste recurso essencial não deve terminar com o abastecimento às residências, sendo igualmente necessário assegurar a recolha e o tratamento da água depois da sua utilização.
Segundo Ana Paula de Carvalho, após a distribuição, a água deve ser recolhida e encaminhada para uma estação de tratamento de águas residuais, antes de ser devolvida às linhas de água ou reaproveitada para actividades como a rega e a limpeza.
“A água é riqueza, é um poder estratégico”, afirmou a ministra, ao defender uma melhor gestão e protecção deste recurso, indispensável à vida e ao bem-estar das populações.
Educação ambiental e alterações climáticas
Na abordagem às políticas ambientais, Ana Paula de Carvalho destacou a importância da educação e da sensibilização da população para a prevenção dos problemas ambientais.
A governante referiu a criação da Direcção Nacional de Educação Ambiental e a existência de uma Estratégia Nacional de Educação Ambiental, com vigência de 2022 a 2035, que estabelece como meta sensibilizar 80% da população até ao final do período previsto.
A ministra abordou igualmente a Estratégia Nacional para as Alterações Climáticas, aprovada pelo Decreto Presidencial n.º 216/22, identificando a mitigação e a adaptação como pilares importantes da resposta aos efeitos das alterações climáticas.
No domínio da mitigação, apontou a substituição progressiva de fontes térmicas por outras fontes de energia, nomeadamente hídrica e solar, como uma das medidas que contribuem para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa.




