O Programa Alargado de Vacinação (PAV) prevê vacinar um milhão e noventa mil crianças do 0 aos 5 anos de idade, durante a terceira ronda da campanha de imunização contra a poliomielite, a decorrer de 21 e 23 deste mês, anunciou, terça-feira, em Luanda, a coordenadora do projecto.
Felismina Neto salientou que já foram mobilizados, em todo o país, vacinadores, supervisores e registadores. No momento, continuou, 12 mil profissionais da Saúde das Nações Unidas foram mobilizados para reforçar as equipas. “Contamos, também, com a participação de militares das Forças Armadas Angolanas, que vão prevenir os constrangimentos e garantir a segurança e a estabilidade dos profissionais nas chamadas zonas cinzentas, por causa das restrições de algumas famílias e igrejas”, frisou. Os profissionais seleccionados, referiu, já foram capacitados. A logística e o material gastável, avançou, começou a chegar nas áreas mais próximas das comunidades. “Dois dias antes da campanha, os vacinadores e outros profissionais escalados estarão nas zonas de coordenação para receberem as vacinas”, acrescentou. Durante a intervenção no programa “Café com os Jornalistas”, realizado pela Direcção Provincial da Saúde de Luanda, Felismina Neto apelou aos pais e encarregados de educação a receberem as equipas de vacinadores. “A vacina reforça a imunidade das crianças, previne doenças, produz e desenvolve defesas que permitem as crianças vacinadas não adoecerem”, realçou. A poliomielite, esclareceu, é uma doença viral altamente contagiosa que afecta o sistema nervoso e pode causar paralisia irreversível em poucas horas. “É transmitida principalmente por via fecal-oral (água ou alimentos contaminados) ou por contato com saliva”, disse. Uíge pretende proteger 680 mil crianças As autoridades sanitárias da província do Uíge prevêem vacinar contra a poliomielite 680.957 crianças menores de cinco anos, na terceira fase da campanha, explicou, ontem, a chefe do Departamento Provincial de Saúde Pública. Lindeza Chaves destacou, durante um encontro com líderes comunitários, autoridades eclesiásticas, jornalistas e representantes das forças de Defesa e Segurança, que foram mobilizadas 1.145 equipas para assegurar o êxito da campanha de vacinação na província. Na ocasião, a responsável apelou aos presentes para que reforcem a sensibilização junto das comunidades sobre a importância da imunização, garantindo que nenhuma criança fique de fora. CóleraDurante o encontro, a chefe do Departamento Provincial da Saúde Pública falou, igualmente, sobre o ressurgimento de casos de cólera na região, tendo sido já, nas últimas três semanas, tidas 400 ocorrências, duas das quais resultaram em óbito. Os municípios do Uíge, Negage e Songo, contou, são os mais afectados. “A cada dia que passa o número de casos tendem a aumentar, por isso, temos apelado à população para que acatem as medidas transmitidas pelas autoridades sanitárias e os representantes das comissões de moradores, como as de higiene pessoal, manter os quintais e fontanários limpos, assim como evitar o consumo de água não tratada e fazer a lavagem das mãos antes de comer”, disse. A cólera, recordou, é uma infecção intestinal aguda grave causada pela bactéria vibrio cholerae, transmitida através de água ou alimentos contaminados.




