Mbanza Kongo - Uma campanha de prospecção activa contra a doença do sono, que visa examinar 4.200 populares do município fronteiriço do Nóqui, na província do Zaire, foi lançada esta semana, pelo Instituto de Combate e Controlo das Tripanossomíases (ICCT).
Mbanza Kongo - Uma campanha de prospecção activa contra a doença do sono, que visa examinar 4.200 populares do município fronteiriço do Nóqui, na província do Zaire, foi lançada esta semana, pelo Instituto de Combate e Controlo das Tripanossomíases (ICCT).
Em declarações este sábado à ANGOP, o coordenador do grupo, Joaquim Pedro, disse que durante os 15 dias da campanha os 13 técnicos do ICCT, provenientes da capital do país (Luanda) vão testar a população residente em localidades recônditas do município.
De acordo com o responsável, a doença do sono por ser uma patologia negligenciada o foco será às zonas periféricas da região, para quem desde a chegada dos técnicos ao Nóqui já foram examinadas as populações da aldeia do Kivola que dista a sensivelmente 26 quilómetros da vila do Nóqui.
“Começamos a campanha naquelas localidades que antes eram consideradas epicentro da doença do sono aqui no Nóqui e depois iremos contemplar outras zonas. Não podemos eliminar tal patologia sem antes rastrearmos os focos antigos da doença”, explicou a fonte.
Joaquim Pedro referiu que o município do Nóqui não regista casos da doença do sono há mais de cinco anos, mas por ter histórico dessa enfermidade e partilhar uma extensa fronteira com a República Democrática do Congo (RDC) o ICCT entendeu contempla-lo na primeira fase da campanha.
Segundo o coordenador, depois do Nóqui o também município fronteiriço do Cuimba que dista a 63 quilómetros da cidade de Mbanza Kongo, sede provincial, poderá ser o próximo a receber os técnicos do Instituto de Combate e Controlo das Tripanossomíases (ICCT).
Acrescentou que para além da testagem das populações serão também instaladas armadilhas em diferentes aldeias para a captura de eventuais moscas tsé tsé (vector da doença do sono), no âmbito da luta antivectorial.
Disse que durante a empreita serão realizadas palestras em algumas localidades do Nóqui sobre a doença do sono, assim como a distribuição de folhetos sobre os cuidados que a população deve ter a cerca dessa patologia.
Apelou à população para conservar os equipamentos que o ICCT coloca nas aldeias para o combate à doença do sono, com realce para as armadilhas que servem para a captura da mosca tsé tsé.
Há anos que a província do Zaire não notifica casos positivos da doença do sono**. JL**




