As quatro melhores classificadas nos exames de acesso ao Instituto Nacional de Petróleos (INP) vão beneficiar de bolsas de estudo financiadas pelo sector petrolífero.
O anúncio foi partilhado ontem, em Luanda, ao Jornal de Angola. A iniciativa é promovida pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás em parceria com a Câmara Africana de Energia.
O programa, lançado em 2024, homenageia a engenheira Albina Faria de Assis Pereira Africano — a primeira e única mulher a liderar o sector petrolífero em Angola —, baptizando o projecto que premeia o mérito feminino no ramo do Oil & Gas.
A apresentação oficial das vencedoras acontecerá durante a Conferência Angola Oil & Gas (AOG), agendada para os dias 9 e 10 deste mês, no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda.
As seleccionadas terão cobertura integral de propinas durante os quatro anos de formação média no INP, localizado no município da Gangula, província do Cuanza-Sul.
O benefício inclui apoios à investigação, aquisição de material didáctico e um subsídio mensal para despesas diárias.
De acordo com os promotores, a Bolsa “Albina Assis” reforça o papel histórico da antiga governante na promoção das mulheres nas áreas científicas e de engenharia.
Para o ano lectivo 2026/2027, o Instituto Nacional de Petróleos (INP) registou a inscrição de 3.750 candidatos, dos quais 3.620 compareceram às provas.
Entre os examinandos, cerca de 1.500 eram raparigas, provenientes das 21 províncias do país. Os candidatos disputaram um total de 157 vagas, sendo 57 reservadas a mulheres e 100 a homens.
As vencedoras da bolsa deste ano são Abigail Francisco Boa (Luanda), Chana Lisboa (Luanda), Madalena Ramos Neto (Benguela) e Genilda Ricardo (Cuanza- Sul). As estudantes garantiram o topo da classificação com médias entre 17 e 20 valores nos exames de Língua Portuguesa, Física e Matemática.
Actualmente, os estudantes regulares do INP pagam uma comparticipação de 200 mil kwanzas por trimestre, totalizando 600 mil kwanzas anuais.
Com a atribuição destas bolsas de estudo, o Executivo e a Câmara Africana de Energia pretendem incentivar uma maior inserção de talentos femininos nas carreiras técnicas da indústria de hidrocarbonetos.
Mais do que apoio financeiro, a iniciativa sinaliza uma mudança estrutural num dos sectores tradicionalmente mais masculinos da economia global, promovendo a igualdade de oportunidades e o empoderamento feminino na Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (CTEM).



