O Comando Municipal do Kilamba da Polícia Nacional deteve ontem, em Luanda, quatro cidadãos, dos quais dois de nacionalidade egípcia, de 34 anos, acusados de raptarem e agredirem um cidadão nacional, por suposta burla de um terreno.
Os acusados estão indiciados nos crimes de posse ilegal de arma de fogo, agressão física, carcere privado, justiça por mãos própria e associação criminosa.
O caso ocorreu no Bairro Bita Progresso, por volta da 22 horas e 50 minutos, quando os acusados, com recurso a uma pistola, pretendiam ver restituído um terreno, em que acusavam o lesado de os ter burlado.
O porta-voz da Polícia em Luanda explicou que o desentendimento surgiu quando os cidadãos egípcios, foram, por intermédio de um casal angolano, por sinal sogros, ter com o senhor Samuel e que estava a comercializar um terreno naquele bairro.
O superintendente chefe Nestor Goubel explicou que as conversações resultaram na troca de um terreno cedido pelo senhor Samuel, com uma viatura de marca chevrolet, entregue pelos acusados.
Ocorre que dias depois, os supostos proprietários egípcios, notaram que no terreno, havia um outro individuo a efectuar obras, porque alegadamente também havia adquirido na mesma pessoa.
Inconformados com a situação, os lesados apresentaram queixa a Policia Nacional, e, sem aguardar pelas investigações, procuraram o senhor Samuel, mas sem sucesso.
Foi assim que por intermédio, de informações do casal de angolanos, encontraram o senhor Samuel, num bar a conviver, tendo sido raptado em direcção a uma residência. Ali foi amarrado os membros inferior e superior e submetido a forte tortura física, com incidência na região da face e do pescoço.
Os cidadãos estrangeiros exigiram o pagamento de cinco milhões de kwanzas a Samuel mediante forte tortura e ameaça de morte com arma de fogo, como forma de compensar a suposta perda do terreno, segundo Nestor Goubel.




