Ondjiva – A troca de experiências entre profissionais e gestores hospitalares foi apontada, este sábado, por especialistas, como um pilar essencial para a promoção da humanização e melhoria da qualidade dos serviços de saúde.
Ondjiva – A troca de experiências entre profissionais e gestores hospitalares foi apontada, este sábado, por especialistas, como um pilar essencial para a promoção da humanização e melhoria da qualidade dos serviços de saúde.
A posição consta do comunicado final da 3.ª edição do Congresso Hospitalar Regional Sul (CHRS-2026), que decorreu durante dois dias, na cidade de Ondjiva, província do Cunene.
O evento contou com 539 congressistas, entre especialistas de diversas áreas das Ciências da Saúde, investigadores e gestores hospitalares, nacionais e internacionais, provenientes de Portugal, Brasil, Namíbia, Cabo Verde e Moçambique.
Os congressistas consideraram proveitoso o encontro, por ter permitido o debate e a partilha de práticas sugestivas e humanizadas bem-sucedidas, bem como de ideias centradas na consolidação do entendimento sobre a qualidade dos cuidados prestados aos pacientes.
Comprometeram-se, igualmente, a conciliar a teoria com a prática, de modo a tornar os serviços de saúde mais qualificados e proporcionar maior segurança aos pacientes, eficiência nos processos e atendimento adequado às suas necessidades.
No encerramento, o presidente da 3.ª edição do Congresso Hospitalar, Eleutério Hivilikwa, enalteceu o contributo dos prelectores, que, segundo afirmou, conseguiram transmitir conhecimentos científicos importantes para o reforço do sistema de saúde no País.
O responsável considerou que o certame constituiu um espaço de debate aberto e permitiu alcançar as expectativas relacionadas com a partilha de boas práticas clínicas e de soluções para os desafios diários enfrentados pelas instituições de saúde.
Eleutério Hivilikwa lembrou que o congresso reuniu profissionais de saúde, investigadores e gestores hospitalares nacionais das províncias do Cunene, Huíla, Benguela, Namibe, Cuando e Cubango, bem como participantes internacionais provenientes de Portugal, Brasil, Namíbia, Cabo Verde e Moçambique.
O evento decorreu em simultâneo com a 2.ª Conferência Científica Internacional dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) sobre o cancro, assim como com o II Fórum sobre Sustentabilidade e Gestão Hospitalar.
Sob o lema “Transformar o Cuidado: Inovação, Segurança e Humanização para uma Assistência de Qualidade”, o congresso debateu oito painéis sobre gestão hospitalar estratégica, qualidade e sustentabilidade, inovação digital e inteligência artificial aplicada à saúde, bem como o turismo de saúde em África, com enfoque na região sul do continente.
Foram igualmente abordados os desafios relacionados com as grandes endemias, a luta contra o cancro, a humanização dos cuidados em situações de vulnerabilidade, a liderança humanizada e o bem-estar dos profissionais de saúde.
Com o tema central “Desafios da Transição Epidemiológica na Gestão Hospitalar”, o congresso incluiu sessões temáticas sobre doenças cardíacas, traumas no contexto de urgência, traumatologia e ortopedia, evolução, resultados e sustentabilidade, desafios actuais em gastrenterologia, saúde reprodutiva e desfechos materno-neonatais.
Nos debates foram ainda abordados temas relacionados com doenças pediátricas, cuidados integrados de saúde, epidemiologia e determinantes ambientais das doenças, estratégias para melhorar a qualidade do atendimento ao utente e formação contínua dos profissionais, entre outros.
A 4.ª edição do Congresso Hospitalar Regional Sul decorrerá, em 2027, na província do Namibe. A primeira edição realizou-se, em 2024, na Huíla, e a segunda teve lugar em Benguela, em 2025. PEM/LHE/SC




