Caxito – Cento e 24 casos de hepatite foram diagnosticados no município do Dande, província do Bengo, durante o primeiro semestre de 2026, uma redução de cerca de 59,5 por cento comparativamente as 306 ocorrências registadas no mesmo período de 2025, informou esta terça-feira, o director municipal da Saúde, José Inácio.
Caxito – Cento e 24 casos de hepatite foram diagnosticados no município do Dande, província do Bengo, durante o primeiro semestre de 2026, uma redução de cerca de 59,5 por cento comparativamente as 306 ocorrências registadas no mesmo período de 2025, informou esta terça-feira, o director municipal da Saúde, José Inácio.
Em entrevista à ANGOP, o responsável apontou a faixa etária dos 20 aos 35 anos como a que apresenta maior incidência da doença e ressaltou que não foram diagnosticados casos em crianças durante o período em referência.
Dos casos identificados figuram 49 mulheres grávidas com hepatite B, situação que, segundo José Inácio, exige acompanhamento especializado, tendo em conta os riscos de transmissão do vírus e de possíveis complicações.
De Janeiro a Junho deste ano não foram registados internamentos nem óbitos relacionados com a doença no município do Dande e as autoridades sanitárias reforçam as acções de prevenção, com destaque para a vacinação e a testagem e palestras nas comunidades.
José Inácio considerou a vacinação uma das principais medidas de saúde pública para prevenir complicações graves no fígado e contribuir para interromper a transmissão comunitária do vírus, sobretudo entre crianças e outros grupos de risco.
Entre os principais factores associados à transmissão da hepatite B, apontou as relações sexuais desprotegidas e a partilha de objectos pessoais e materiais perfurantes.
Neste sentido, aconselhou a população a não partilhar agulhas, seringas e outros materiais perfurantes ou objectos de uso pessoal, aderir à vacinação contra a hepatite B e adoptar práticas adequadas de higiene.
O responsável recomendou ainda o consumo de água tratada e de alimentos devidamente higienizados, como parte das medidas gerais de prevenção das doenças de transmissão infecciosa.
Entre as principais dificuldades enfrentadas pelo sector da Saúde no combate à doença, apontou a falta de técnicos especializados, a existência de apenas uma unidade hospitalar responsável pelo acompanhamento dos casos e a insuficiência de testes rápidos para o diagnóstico de algumas formas de hepatite.
Actualmente, as unidades sanitárias do município dispõem de testes rápidos para a hepatite B, não havendo disponibilidade dos mesmos meios para o diagnóstico das hepatites C, A e E.
De acordo com José Inácio, a ausência de testes para a hepatite C faz com que as autoridades sanitárias desconheçam a verdadeira dimensão dos casos desta doença no município.FS/CJ/DP




