Declarações de Laurinda Cardoso geram alerta sobre possível uso político da inteligência artificial nas eleições de 2027

Luanda - Um artigo de opinião assinado por Manuel Cangundo levanta preocupações sobre o impacto político das recentes declarações da Juíza Conselheira Presidente do Tribunal Constitucional, Laurinda Cardoso, que alertou para os riscos associados ao uso massivo de inteligência artificial no contexto das eleições gerais de 2027.
Segundo o autor, as afirmações da magistrada devem ser analisadas “com muita cautela”, por poderem vir a ser utilizadas como fundamento narrativo para justificar eventuais contestações ou alegações de fraude eleitoral. Cangundo argumenta que o MPLA e sectores próximos ao partido poderão recorrer ao alerta da Presidente do Tribunal Constitucional como forma de descredibilizar conteúdos digitais que favoreçam a oposição, classificando-os como falsificações produzidas por IA.
O autor antecipa que, em cenário de disputa eleitoral acirrada, poderão surgir discursos do género: “Como já disse a Presidente do TC, estas serão as primeiras eleições num contexto massivo de inteligência artificial, o que aumenta o risco de documentos e vídeos falsos”.
Segundo Cangundo, tal narrativa poderia ser usada para contestar materiais digitais que sustentem uma eventual vitória da oposição.
No texto, o autor afirma ainda que a advertência da magistrada pode funcionar como um “bode expiatório” previamente preparado para enquadrar polémicas eleitorais futuras, sugerindo que a estratégia estaria a ser antecipada com dois anos de antecedência.


