O director-geral da Agência Reguladora de Medicamentos e Tecnologias de Saúde (ARMED), Solino Joel, alertou ontem, em Luanda, as autoridades da província do Zaire para a necessidade de reforçar as medidas de controlo de entrada de medicamentos.
Segundo o responsável, muitos dos fármacos expirados detectados no país provêm do município do Luvo, devido à fronteira directa com a República Democrática do Congo (RDC). Solino Joel sublinhou que a mesma vigilância deve ser aplicada na fronteira com a República da Namíbia, apontada como outro ponto de entrada de fármacos contrafeitos e camuflados. O diretor-geral da ARMED revelou que os medicamentos para o tratamento da tuberculose e da malária lideram a lista de fármacos fora do prazo ou falsificados que entram ilegalmente em Angola. Além disso, o responsável denunciou a falsificação de testes rápidos para diagnóstico de malária, sífilis e VIH, frequentemente encontrados no país em “quantidades assustadoras”. Para contrapor esta situação, garantiu que a ARMED trabalha na localização dos infractores para os encaminhar às autoridades judiciais e retirar os produtos de circulação. “Com a implementação de selos fiscais de alta segurança em medicamentos e tecnologias de saúde, esperamos um maior asseguramento do mercado. O objectivo é certificar os fármacos que entram no país, embora ainda detectemos casos de medicamentos irregulares a serem administrados a doentes em unidades sanitárias públicas e privadas”, advertiu. Por sua vez, o director-geral dos Serviços Aduaneiros da Administração Geral Tributária (AGT), Francisco Sivone, assegurou que a instituição tem cooperado com outras entidades para garantir, através de equipamentos tecnológicos de ponta, a inspecção rigorosa dos medicamentos que cruzam as fronteiras nacionais.




