Lubango - A chefe do Departamento de Engenharia do Instituto Superior Politécnico Tundavala (ISPT) na Huíla, Cleide Costa, defendeu, esta sexta-feira, no Lubango, o reforço do investimento na educação, para acelerar a transição de Angola da economia linear para a economia circular.
Lubango - A chefe do Departamento de Engenharia do Instituto Superior Politécnico Tundavala (ISPT) na Huíla, Cleide Costa, defendeu, esta sexta-feira, no Lubango, o reforço do investimento na educação, para acelerar a transição de Angola da economia linear para a economia circular.
Em declarações à ANGOP, a docente afirmou que o país precisa de efectuar um diagnóstico sobre o nível de implementação das estratégias de economia circular, antes de definir as prioridades para o desenvolvimento sustentável.
Afirmou que as pessoas constituem a principal força para a concretização deste processo, daí ser fundamental investir na educação e na capacitação dos quadros.
Disse tratar-se de um procedimento de ensinar e preparar as pessoas, empresas e profissionais, para adoptarem práticas que reduzam o desperdício e protejam os recursos naturais..
“Precisamos de perceber o ponto de situação em relação às estratégias e à implementação da economia circular, para identificar as prioridades e alcançar um desenvolvimento sustentável”, enfatizou.
Apontou a falta de consciência sobre o impacto da actividade humana como uma das principais preocupações para o desenvolvimento sustentável, pois as acções humanas e empresariais produzem consequências nas vertentes social, económica e ambiental, com efeitos positivos ou negativos.
Cleide Costa alertou que a sociedade concentra, muitas vezes, a atenção no retorno económico das suas acções e deixa em segundo plano as consequências para o ambiente e as comunidades.
Apelou ao reforço da consciência ambiental, sobretudo entre os jovens, para que assumam maior responsabilidade nas decisões profissionais e sociais.
A responsável defendeu maior consciência sobre as consequências das escolhas individuais e colectivas nas dimensões ambiental, social e económica.
Explicou que o Departamento de Engenharias promove actividades destinadas a despertar os jovens para a responsabilidade social e ambiental, com vista à formação de profissionais tecnicamente preparados e conscientes.
Sobre a ligação entre a instituição e a sociedade, Cleide Costa considerou positiva a articulação, com destaque para workshops, feiras e outras iniciativas de sensibilização.
Reconheceu que a participação representa uma parcela reduzida da população, apesar do crescente interesse pelas questões relacionadas com a sustentabilidade.
Advogou uma abordagem integrada do desenvolvimento sustentável, com a participação das quatro áreas de engenharia existentes no Instituto Superior Politécnico Tundavala.
A instituição conta com os cursos de Engenharia Civil, Engenharia do Ambiente, Engenharia Agronómica e Engenharia Geológica, este último o mais recente. JT/ALH




