Um total de 138 efectivos da Polícia Nacional, entre os quais 15 estrangeiros, sendo dez de nacionalidade cabo-verdiana e cinco de São Tomé e Príncipe, recebeu, quinta-feira, em Luanda, diplomas do grau de licenciatura em Ciências Policiais e Criminais, no Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais Osvaldo de Jesus Serra Van-Dúnem.
A cerimónia, que contou com a participação de 18 mulheres entre os graduados, ficou igualmente marcada pela abertura oficial do ano académico 2026/2027, em que estão inscritos 716 cadetes, distribuídos pelos cinco anos de formação.
O novo ano académico conta, igualmente, com estudantes do curso de mestrado em Segurança Pública.
O director do Instituto, comissário Distinto Nsevilo, explicou que a instituição dispõe de 75 docentes que asseguram o processo de formação de quadros.
Modernização
Ao intervir na abertura do ano académico, o comandante-geral da Polícia Nacional, comissário-geral Francisco Ribas, considerou que o acto constitui uma oportunidade para a corporação reafirmar a importância estratégica da formação, para a construção de uma Polícia cada vez mais profissional, competente, disciplinada, moderna e preparada para responder às exigências da segurança pública do país.
O comandante-geral considerou, igualmente, que a cerimónia simboliza o reconhecimento do mérito, da dedicação e da disciplina dos graduados, bem como a renovação do compromisso da instituição com a formação superior, a investigação científica e a modernização da Polícia Nacional.
De acordo com Francisco Ribas, o conhecimento constitui um instrumento estratégico para o fortalecimento institucional, razão pela qual o Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais Osvaldo Serra Van-Dúnem deve afirmar-se como um centro de excelência na formação de comandantes e quadros superiores.
A Polícia Nacional, sublinhou, enfrenta um contexto cada vez mais complexo, marcado pela evolução da criminalidade, pelos riscos cibernéticos e pela crescente necessidade de decisões fundamentadas.
Neste sentido, defendeu o investimento numa formação que articule a teoria com a prática, a investigação com a tomada de decisões e a inovação com as necessidades concretas da actividade policial.
O comandante-geral afirmou que os diplomas recebidos representam o reconhecimento do esforço desenvolvido, mas também um compromisso acrescido com a instituição e com a sociedade.




