O processo de migração das estações de conectividade do Angosat-2, da Banda C para a Banda Ku, na província do Bié, teve início, quinta-feira, no município de Belo Horizonte, num acto que está a ser feito pelos formandos do Programa Nacional de Capacitação e Certificação de Gestores e Utilizadores de Tecnologia Espacial local.
Segundo a técnica do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa ( GCII) do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN), Nazilda Sónia, o investimento vai permitir uma maior eficiência, desempenho e capacidade na prestação de serviços da Internet via satélite, assim como reforçar a conectividade das comunidades abrangidas pelo projecto Conecta Angola Comercial.
A responsável disse que, localizada a cerca de 73 quilómetros do Cuito, a Estação de Belo Horizonte beneficia diariamente cerca de 50 utilizadores, numa zona com limitações de cobertura das redes convencionais.
Essa intervenção nas estações, continuou, constitui uma das primeiras aplicações práticas dos conhecimentos adquiridos pelos mais de 140 formandos capacitados pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), por meio do GGPEN e parceiros.
“O trabalho foi realizado pela Caju Tecnologias, startup formada no âmbito das iniciativas de capacitação, demonstrando a capacidade nacional na instalação, operação e manutenção de soluções de conectividade baseadas em tecnologia espacial”.
Projecção
Até ao final de Setembro de 2026, a técnica garantiu que o MINTTICS, por meio do GGPEN e parceiros, prevê realizar acções de recuperação e migração de antenas do Angosat-2, assim como a instalação da aplicação Observa+ e mobilização de comunidades para iniciativas da Ciência, Tecnologia e Inovação Espacial, abrangendo 11 províncias, no quadro das acções de expansão da inclusão digital no País.
As actividades, esclareceu, vão ser realizadas nas províncias do Bengo, Icolo e Bengo, Cuanza-Sul, Malanje, Uíge, Zaire, Bié, Moxico, Lunda-Norte, Lunda-Sul e Cabinda, no âmbito dos esforços do Executivo para ampliar o impacto das tecnologias espaciais, promover a inclusão digital e aproximar as soluções desenvolvidas no sector espacial das instituições de ensino e das comunidades.
“Considerando a dimensão e o impacto das actividades previstas, o GGPEN pretende estabelecer uma articulação próxima com os órgãos de comunicação social das províncias abrangidas, de modo a garantir uma maior divulgação das acções e dos seus resultados junto das comunidades”, anunciou, a responsável.




