África enfrenta uma situação epidémica de ébola "mais complexa" após o anúncio de um primeiro caso na Nigéria esta semana, declarou esta Quinta-feira o chefe da OMS para o continente, Mohamed Janabi, durante uma conferência de imprensa.
Na Nigéria, as autoridades anunciaram na Terça-feira o primeiro caso de ébola, uma diplomata que chegou a Abuja a bordo de um voo proveniente do Uganda. Identificaram também 44 contactos.
A nação mais populosa do continente é então o quarto país africano este ano a ser atingido pelo vírus ébola da estirpe Bundibugyo, presente na República Democrática do Congo (RDCongo) há cinco meses.
A Nigéria enfrentou o ébola há doze anos, em 2014, quando a epidemia estava no seu auge na África Ocidental. Esta doença altamente contagiosa tinha causado mais de 11.000 mortos na região entre o final de 2013 e 2016.
Na RDCongo, país vizinho de Angola, a doença já atingiu 9704 pessoas e matou pelo menos 4687, segundo o mais recente balanço do Instituto Nacional de Saúde Pública.
Esta febre hemorrágica viral mortal tem vindo a espalhar-se por vários países do continente, incluindo o Uganda, vizinho da RDCongo, que tinha registado 20 casos e duas mortes antes de declarar, no final de Agosto, a epidemia erradicada no país.
Também o Quénia declarou recentemente o seu nono caso. O responsável da agência de saúde da União Africana (Africa CDC), Jean Kaseya, alertou na Terça-feira para "uma ameaça extremamente grave" e apelou à mobilização internacional.




