Ondjiva - Especialistas de diversas áreas de ciências de Saúde e gestores hospitalares das províncias do Cunene, Huíla, Benguela, Namibe, Cuando e Cubango, encontram-se reunidos desde esta quinta-feira, em Ondjiva, na 3.ª edição do Congresso Hospitalar Regional Sul (CHRS-2026).
Ondjiva - Especialistas de diversas áreas de ciências de Saúde e gestores hospitalares das províncias do Cunene, Huíla, Benguela, Namibe, Cuando e Cubango, encontram-se reunidos desde esta quinta-feira, em Ondjiva, na 3.ª edição do Congresso Hospitalar Regional Sul (CHRS-2026).
O evento que decorre de 10 a 11 do corrente mês, acontece em simultâneo com a 2.ª Conferência Científica Internacional dos Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP) e da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) sobre o Câncer, bem como o II Fórum sobre Sustentabilidade e Gestão Hospitalar.
Na ocasião, o presidente do III Congresso Hospitalar, Eleutério Hivilikwa, realçou a importância do encontro como uma plataforma estratégica de partilha de conhecimentos e de construção conjunta de soluções.
Segundo o responsável, o congresso posiciona-se como referência científica e de cooperação entre Angola e países de Língua Portuguesa, num esforço colectivo para fortalecer os sistemas de saúde e preparar respostas mais eficazes aos desafios que marcam as sociedades contemporâneas.
Disse que o mesmo conta com profissionais da saúde, investigadores e gestores hospitalares nacionais e internacionais oriundos de Portugal, Brasil, Namíbia, Cabo Verde e Moçambique.
Indicou que o certame constitui num espaço de debate aberto e construtivo com foco na partilha de boas práticas clínicas e soluções reais para os desafios diários das instituições.
Ao proceder à abertura, a governadora provincial do Cunene, Gerdina Didalelwa, considerou o evento como espaço de reflexão para identificação rigorosa dos desafios ligados à gestão hospitalar e partilha de experiência científica com impacto na prestação de um atendimento de maior qualidade aos utentes.
Disse que o congresso permitirá fortalecer o sistema nacional de saúde e bem-estar das populações, garantido a sustentabilidade, transparência e optimização de recursos alocados.
A governante referiu que o fortalecimento e a operacionalidade da rede sanitária da região ganhou maior impulso em 2025, com a descentralização financeira do sector da saúde, que permitiu maior autonomia de gestão hospitalar e responder com celeridade, eficácia e eficiência às exigências diárias.
Gerdina Didalelwa destacou o impacto da humanização nos cuidados de saúde, como pilar ético fundamental, associado a empatia, respeito e sensibilidade, perante a vulnerabilidade do doente.
“O utente que procura os hospitais deve encontrar na equipa médica e em todos profissionais de saúde, uma resposta clínica eficaz e acolhimento caloroso, para que o mesmo obtenha esperança“, enfatizou.
Apontou como desafios do sector o combate continuado das patologias de maior prevalência como malária doenças diarreicas agudas, infecções respiratórias, tuberculose, desnutrição, bem como a prevenção e controlo rigoroso das doenças sexualmente transmissíveis, com realce ao VIH/SIDA.
Sublinhou a necessidade da capacitação contínua e especialização dos recursos humanos, consolidação da biossegurança, diagnóstico precoce e o reforço da logística de abastecimento de medicamentos essenciais.
Sobre o lema”Transformar o Cuidado: Inovação, Segurança e Humanização para uma Assistência de Qualidade” o Congresso está a debater em oito painéis temas sobre gestão hospitalar estratégica, qualidade e sustentabilidade, inovação digital e inteligência artificial aplicada à saúde e o turismo de saúde em África de Angola para o sul.
Abordagem dos desafios das grandes endemias, a luta contra o cancro, humanização dos cuidados em situação de vulnerabilidade, liderança humanizada e bem-estar do profissional de saúde, figuram igualmente dos temas.
Com o tema central “Desafios da Transição Epidemiológica na Gestão Hospitalar", o Congresso engloba sessões temáticas sobre doenças cardíacas, traumas no contexto de urgência, traumatologia, ortopédica, evolução, resultados e sustentabilidade, desafios actuais em gastrenterologia, saúde reprodutiva e desfecho materno - neonatais.
Faz parte dos debates temáticas sobre doenças pediátricas, cuidados integrados de saúde, epidemiologia e determinantes ambientais das doenças, estratégias para melhorar a qualidade do atendimento do utente e a formação continua dos profissionais, entre outros.
Com um universo de um milhão, 806 mil e 417 habitantes a rede sanitária do Cunene e composta por 160 unidades, sendo nove hospitais, 47 centro e 104 postos de saúde.FI/LHE/DP




