O secretário de Estado para a Saúde Pública assegurou, terça-feira, em Luanda, que o Executivo tem apostado no controlo e na qualidade dos medicamentos para salvaguardar a vida e a saúde dos cidadãos.
Carlos Pinto de Sousa afirmou, durante o Encontro Nacional para Apresentação da Aposição dos Selos Fiscais de Alta Segurança nos Medicamentos e Tecnologias de Saúde, ser necessário reforçar as medidas para travar a entrada de fármacos sem qualidade no país, desincentivando a falsificação e promovendo a mudança de comportamento dos infractores. O Ministério da Saúde, por meio da Inspecção Geral da Saúde, tem coordenado acções com outros órgãos de fiscalização para garantir o controlo rigoroso do mercado nacional. “Com a implementação da aposição dos selos fiscais de alta segurança, será possível detectar se o medicamento é certificado pela Agência Reguladora de Medicamentos e Tecnologias de Saúde (ARMED) ou se provém de canais não autorizados”, destacou. Dados alarmantesA ARMED apreendeu, neste ano, 30 toneladas de medicamentos expirados, provenientes da República Democrática do Congo e da Namíbia, revelou, ontem, o director-geral da instituição, Solino Joel, e os infractores já foram entregues às autoridades. A maioria destes medicamentos, alertou, têm dado entrada no país de forma camuflada, a partir da Namíbia e da RDC.




