Ondjiva – A falta de combustível tem provocado, há mais de um mês, longas filas nos postos de abastecimento de Ondjiva, com automobilistas a permanecerem até três dias à espera de gasolina e gasóleo.
Ondjiva – A falta de combustível tem provocado, há mais de um mês, longas filas nos postos de abastecimento de Ondjiva, com automobilistas a permanecerem até três dias à espera de gasolina e gasóleo.
Uma reportagem da ANGOP, realizada este sábado, constatou a presença de numerosas viaturas e motorizadas, nacionais e estrangeiras, junto aos principais postos de abastecimento da cidade.
Os automobilistas relatam dificuldades para garantir o abastecimento, situação que também afecta a circulação de pessoas e bens, devido à concentração de passageiros nas principais paragens de táxi.
No mercado informal, o litro de gasolina chega a ser comercializado a dois mil kwanzas em Ondjiva e a três mil kwanzas na fronteira de Santa Clara.
O automobilista Celson Otumba considerou preocupante a situação e pediu uma intervenção das autoridades locais e da Sonangol para a reposição regular do abastecimento.
Segundo o automobilista, as dificuldades afectam a imagem do Cunene, por se tratar de uma província transfronteiriça com circulação de turistas e transportadores nacionais e estrangeiros.
Bento Borges relatou que chegou a um posto às duas horas da madrugada e, até às 15 horas, ainda aguardava pelo abastecimento.
“Há semanas que estamos com carência de combustíveis e não sei o que se passa. A situação tem criado uma série de constrangimentos para os funcionários, porque têm de permanecer várias horas nas bombas”, lamentou.
Silvia Ndaitelela disse desconhecer as causas concretas das enchentes e considerou necessária uma intervenção dos gestores dos postos para identificar e ultrapassar os
Para o taxista João Zeferino, as longas filas obrigam os operadores a permanecer várias horas nos postos, enquanto a procura pelo produto no mercado informal agrava a especulação dos preços.
O mototaxista Messias Tutaleni afirmou que está há três dias sem trabalhar por falta de gasolina.
Segundo o mesmo, permanece junto a um posto desde terça-feira, à espera de abastecimento, e apontou alegadas dificuldades de acesso ao produto por parte dos mototaxistas.
“Já vai a três ou duas semanas que enfrentamos essa dificuldade em conseguir combustível e, há vezes que recorremos à candonga e compramos o litro de gasolina a dois mil kwanzas”, afirmou.
Adriano Joaquim defendeu a criação de um plano de intervenção e o reforço da fiscalização dos postos de abastecimento.
Considerou que, apesar da escassez, existem momentos em que há combustível disponível, mas o processo de atendimento continua marcado por dificuldades e desorganização.
Apontou ainda a presença de viaturas, motorizadas e cidadãos com bidões nos postos, situação que, segundo disse, agrava a desordem.
Adriano Joaquim apelou aos operadores para assegurarem maior equilíbrio no abastecimento entre viaturas e motociclos.
Entretanto, a ANGOP contactou autoridades afins que não aceitaram prestar qualquer tipo de informação sobre o assunto.
A cidade de Ondjiva conta com dois postos de abastecimento, além de estruturas adaptadas em contentores localizadas nos mercados do Oshomukuiu e da Alemanha, Caxila I e Onahumba.FI/LHE/FMA/ART




