A família de João Panda, de 79 anos, exige esclarecimentos sobre o desaparecimento do cadáver do idoso da casa mortuária de Cacuaco, em Luanda, ocorrido na quinta-feira, 8, precisamente no dia em que estava previsto o funeral.
O malogrado morreu no dia 2 de Outubro, no Hospital Municipal Heróis de Kifangondo, no Sequele. Segundo os familiares, o corpo foi depositado na morgue no dia 5 de Outubro, na gaveta número 3, câmara 4, tendo a família confirmado a sua permanência no local nos dias 6 e 7.
Entretanto, quando regressaram à casa mortuária para levantar o cadáver e realizar o funeral, os familiares encontraram o corpo de outra pessoa na gaveta onde João Panda havia sido colocado, sem que lhes fosse apresentada uma explicação sobre o paradeiro do seu ente querido.
Herculano João, filho do malogrado, conta que a família percorreu as diferentes gavetas da morgue na tentativa de localizar o cadáver, mas sem sucesso.
“Fomos para lá para ir buscar o corpo, para fazermos o funeral, não encontrámos o corpo. Até agora, ficámos à procura, abrimos todas as gavetas, verificámos todos os corpos e não encontrámos o corpo do nosso pai”, lamentou.
O familiar afirma que a situação está a causar grande preocupação, sobretudo porque a família já tinha realizado despesas para a cerimónia fúnebre, prevista para o dia 8 de Outubro.
Noé Miguel, sobrinho do malogrado, deslocou-se da província do Uíge para acompanhar as cerimónias fúnebres. O familiar lamenta os transtornos provocados pelo desaparecimento e a dificuldade de prestar informações aos restantes parentes que aguardam notícias sobre o funeral.
Perante a situação, a família afirma ter recorrido à Polícia e aguarda orientações das autoridades, na expectativa de esclarecer as circunstâncias do desaparecimento e localizar o cadáver.
Até ao momento, não há informações sobre o paradeiro do corpo, nem foram avançados esclarecimentos oficiais sobre o sucedido.




