O Ministério da Saúde (MINSA) defende o reforço das medidas de combate ao estigma e à discriminação contra pessoas que vivem com condições de saúde mental, com vista a melhorar o acesso aos cuidados e promover uma assistência mais inclusiva e humanizada em Angola.
Segundo uma nota de imprensa divulgada por ocasião do Dia Mundial da Saúde Mental, assinalado a 10 de Outubro, o Ministério considera fundamental envolver as pessoas com experiência vivida na definição das políticas públicas e nas decisões relacionadas com os serviços de saúde mental.
Sob o lema “Experiências vividas ouvidas: vozes reais, mudanças reais”, a efeméride deste ano apela à valorização das experiências destas pessoas, defendendo que a sua participação deve ultrapassar a simples escuta e contribuir efectivamente para as decisões que afectam as suas vidas.
O MINSA considera que o envolvimento activo dos utentes pode contribuir para a construção de serviços centrados na pessoa, baseados nos direitos humanos e ajustados às necessidades das comunidades, em linha com a abordagem defendida pela Organização Mundial da Saúde.
A instituição destaca igualmente a importância do apoio entre pares e da promoção de cuidados comunitários e humanizados, em alternativa à institucionalização prolongada, sempre que clinicamente adequado.
Em Angola, o Programa Nacional de Saúde Mental e Abuso de Substâncias tem desenvolvido iniciativas para integrar estes cuidados nos serviços de atenção primária, reforçar as equipas multidisciplinares e promover campanhas de sensibilização e educação para a saúde.
Entre as perspectivas de desenvolvimento está a criação e o fortalecimento de associações de pessoas com experiência vivida, para assegurar a sua participação na formulação de políticas públicas e na tomada de decisões sobre a saúde mental.
O Ministério da Saúde reafirma o compromisso de fortalecer os serviços, capacitar os profissionais e promover o respeito pela dignidade humana, apelando ao envolvimento das instituições públicas e privadas, das organizações da sociedade civil, das famílias e dos cidadãos no combate aos preconceitos e na construção de uma sociedade mais inclusiva.
“Cuidar da saúde mental é cuidar da vida, proteger a dignidade humana e construir esperança”, sublinha o MINSA.




