Cerca de cem peregrinos da província da Huíla visitaram o Santuário da Mamã Muxima para pedir protecção nas estradas do país, consolo para os necessitados e para aqueles que perderam familiares em acidentes de viação, além de cura para os doentes.
Entre as dezenas de fiéis que, com devoção, dedicam o seu tempo à oração, reflexão, agradecimento e renovação espiritual no Santuário da Muxima, estão os irmãos Altina da Costa e Guilherme Ananás. Eles participam nesta peregrinação pela terceira vez e destacam que, desde a primeira viagem, se sentiram renovados e fortalecidos espiritualmente.
“A peregrinação é uma oportunidade para o reforço espiritual e o fortalecimento da fé”, frisaram.
Já Maria José, fiel da Sé Catedral, considerou a caminhada uma oportunidade para se reconciliar com os irmãos e agradecer por tudo o que tem sido feito em prol da resolução dos problemas das famílias.
António Manuel, outro peregrino, testemunha os milagres que transformaram a sua vida após começar a frequentar o local: “Sou uma pessoa renovada a cada vez que participo nas orações em honra à Mamã Muxima”.
Segundo ele, a experiência ganha ainda maior significado quando é partilhada, pois permite criar momentos de comunhão e solidariedade entre pessoas de diferentes comunidades. “É uma oportunidade para agradecer, pedir protecção e renovar a minha fé”, afirmou, resumindo a essência da sua devoção.
Verdadeiro Caminho
O director Arquidiocesano da Pastoral, padre Francisco Xavier Cipriano, defende que a peregrinação à Mamã Muxima deve ser vivida pelos fiéis como um verdadeiro caminho espiritual.
“A caminhada espiritual ao Santuário ultrapassa a dimensão física da deslocação, constituindo uma oportunidade para os participantes renovarem a fé e fortalecer a confiança em Deus”, disse.
Francisco Xavier Cipriano, que é também o padre responsável da Arquidiocese do Lubango, disse que cada peregrino deve aproveitar a caminhada para apresentar a Deus as suas preocupações pessoais, os problemas da família, as dificuldades do quotidiano e as esperanças que alimenta para o futuro.
Para o sacerdote, a peregrinação deve, igualmente, ser um momento de agradecimento, uma vez que a relação com Deus não pode estar limitada aos pedidos feitos em momentos de dificuldades.
“Não podemos só apresentar preocupações, mas também devemos apresentar os nossos agradecimentos e os nossos louvores”, acentuou.
O responsável da Arquidiocese do Lubango entende que esta atitude de gratidão deve acompanhar os peregrinos durante todo o percurso, como forma de reconhecer as graças recebidas e os sucessos alcançados nas diferentes etapas da vida.
O padre Francisco Xavier Cipriano recordou ainda que a peregrinação possui profundas raízes bíblicas e faz parte da experiência de fé do povo de Deus desde os tempos antigos.
Segundo o sacerdote, essa jornada espiritual tem o poder de unir os fiéis, permitindo criar momentos de comunhão e solidariedade entre pessoas provenientes de diferentes comunidades.“É uma oportunidade para agradecer, pedir protecção e renovar a minha fé”, afirmou o clérigo, sintetizando uma das principais motivações que movem os devotos nessa caminhada.



